domingo, 30 de junho de 2024

CONTINUO...

 Eu continuo...

Muitas são as forças 

que buscam calar

gritam 

ameaçam

pisam 

retiram direitos.


Mas continuo 

porque este 

é um tempo assim

de institucionalização 

da mentira. 


Longa é a estrada

difícil defender 

os fracos 

os indefesos 

que se acumulam

ao longo da mesma.


Reúno as forças 

que o tempo deixou,

seguro firme 

o que recebi 

de meus pais.


A justiça 

não se transige,

a verdade 

não se apaga 

do coração. 


Por isso  

ainda posso 

ser visto 

na estrada.


Lá sigo eu, 

gostem ou não.

porque continuo,

nesta estrada 

que não acaba,

atravessa a vida.

CORPO ESTRANHO

CORPO ESTRANHO

Eu e meu corpo...

Eu nele,

ele sou eu.

Entre nós  

uma relação 

nem sempre 

amigavel:

como,

e bebo muito

durmo pouco

relaxo,

exagero.

Temos nossas 

contradições 

diante do mundo.

As vezes 

ele me prega 

uma peça,

e dá sinais 

do tempo.

Fico observando-o

enquanto sinto,

tentando entendê-lo:

se piora 

arrebenta comigo

se melhora, 

traz velhos vícios 

novamente.

Juntos nos mantemos 

vivos,

caminho entrópico

sabendo dos cuidados 

que ainda podemos ter.

Corpo estranho este 

que me acompanha, 

eu nele, 

ele em mim.

sábado, 29 de junho de 2024

INCOMPLETO

Trago uma sensação 

permanente 

de que há um vazio 

em mim 

a ser preenchido.  


Não me pergunte

Do quê?


Se soubesse 

seria mais fácil 

preenchê-lo.


Tem algo de mistério, 

incapacidade própria 

de discernir, 

abrasar-se,

satisfação 

com as rotinas,

falta 

de sensibildade, 

sutileza.


Questiona 

lentamente a Lua, 

suas fases,

não percebe

o trajeto das nuvens, 

nem o dia que se forma.


Não ouve o silêncio 

que precede 

o despertar, 

como grita.


Vazio mudo, 

incapaz de si, 

sonolento, 

indiferente. 


O mensageiro 

dos ventos 

lembra 

o invisível ar

que se move...


Onde está 

este preenchimento 

que desconheço?


Quem 

o retirou , 

deixou solto, 

vagando 

qual alma 

penada 

por aí?


Saio pelas manhãs 

atrás dele, 

dobro quarteirões,  

estico ruas, 

até que, cansado, 

retorno incompleto. 


Não tem cor, 

mas deixa a sensação 

de um colorido perfeito; 

não tem odor, 

mas fica a impressão 

de uma essência nova, 

dama da noite

ao alvorecer; 

não  está nos olhos 

acostumados a rotina.


Está ali, 

mudo, 

seguindo-me

pela vida.








sexta-feira, 28 de junho de 2024

A EXTREMA DIREITA VIVE DE MENTIRAS

 Fazem leis onde estupradores são menos punidos que as mulheres estupradas que abortam.

Fazem leis multando em R$17.000,00 que entregar comida a moradores de rua.

Eles não sabem que exageram?

Sabem!!!

O que importa é divulgar-se..

São conscientemente defensores da destruição. 

Está tendência não existe apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

Pode-se dizer que império lança mão do nazifascismo para combater o indo multipolar

quinta-feira, 27 de junho de 2024

ENJOO

ENJOO

Ando enjoado. 

É físico, 

mental, 

moral, 

social, 

político. 

Enjoo de vômito 

entalado no estômago, 

não digerido,

somatizado. 

Saio enfraquecido 

pelas queimadas 

de mim, 

interiorizacão de ódios,  

ocupações desnecessárias. 

Enjoo do que 

me tornei,

oprimido,

tolerante.

Vou vomitar 

o velho, 

o casmurro, 

o descontente,

que desiste. 

Meço a pressão...

está abaixo 

do mundo, 

fria, 

insuficiente. 

Enjoo 

que acompanha 

o dia a dia, 

inspira,

expira,

batimentos lentos, 

quase desfalece.

terça-feira, 25 de junho de 2024

NÃO BASTA SER JUSTO



Não basta ser justo. 


É preciso ser bom, 

ultrapassar as barreiras 

da miséria humana 

deixar-se moldar 

por elas. 


Seca é vida, 

curta a estadia. 


Na profundidade 

do nada 

pode-se encontrar 

o tudo. 


A vida 

tem níveis 

de compreensão,  

de presença, 

que precisam 

ser continuamente 

superados. 


Não estacione 

nesta estrada, 

a não ser 

para embarcar 

mais pessoas 

nesta caminhada

de vida.

EXCLUSÃO



Na sujeira 
da sarjeta, 
rejeitada 
pela ordem, 
finca a verdade 
sua bandeira.

Enquanto xingam 
largados
os que fedem, 
perseguem 
miseráveis 
abandonados.

A miséria 
é a antítese 
do poder.  

A cachaça 
é a resposta 
ao vício 
de domínio 
do mundo.

Cuspidos, 
da mais reles 
organização, 
destituídos de tudo, 
do que pensam 
e são,  
recorrem 
absolutamente 
a Deus, 
e o descobrem 
em sonhos 
ou ilusão.

A volta da roda, 
a verdade impõe 
de ponta cabeça, 
caída na calçada,  
despencada no chão.

domingo, 23 de junho de 2024

NAVEGAR...

 


Não sei 

se termina,

sei que 

esta estrada

continua.


Não imagino como 

se desenha a historia, 

observo um enredo 

sendo feito.


Não faço 

a menor ideia 

do que significa 

esta imensa dimensão 

chamada vida, 

sei que estou nela 

e me surpreendo 

a cada dia.


O que penso,

o de piso, 

está no meio 

de algo 

que não se explica 

senão por sua 

simples expressão,

convite a seguir 

e pronto.

sábado, 22 de junho de 2024

PRISÃO DO AMOR

Tenho um amor

prisioneiro de mim,

incapaz de libertar-se.


Tenho um amor

prisioneiro

nas circunstâncias,

não há 

o que exista,

seja feito

que  desnude.


Já não 

o reconheço mais,

sequer identifico

sua existência,

tão profundas

as entranhas

que o prendem. 


Está ali 

à espera

de uma declaração

de incapacidade,

redescoberta de si,

que não vem.


Passam-se os dias...


Tenho um coração 

incapaz de libertar-se

por si mesmo, 

carente,

coração de rua,

perdido

no tudo,

insatisfeito

do mundo. 


Amor que clama

por amor maior.






sexta-feira, 21 de junho de 2024

CHEGOU O POMAR DE LETRAS

 Caros amigos, com prazer anuncio meu sexto livro de poemas, o POMAR DE LETRAS. Convido a todos a viajarem comigo nesta aventura poética. O livro encontra-se à disposição na Amazon 

https://www.amazon.com.br/Pomar-Letras-Paulo-Naves-Fernandes/dp/8536667419/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2PEV92EX5LPOM&dib=eyJ2IjoiMSJ9.x6fIbYilq8FlYMCXQPB3gJ7r-_f4wnFBdgNvnKz-aE-rGZAw2M9rdhoONunfmiixWVXWpoUrm__91b-R9J1ejtNYk0ri5R9CwnpvamMKMenrPfeb4dd6zuhXV52sfsmyrHqdKs95Uzo0J7K5QyRcQNEY9oWoTidRG9yPSe8cunZ5kkALiOD4TM16S_bU0TqRQQHVRftysRsGp8fbNsUhLzCalY-L4k-z5QqhHtWCndV4tDPeHblUzbi7jMOwY9J_YZsBG4MQEdoxrlghfd87dc61lblUnxZU2SJ9SpW8WMs.ahL9pSBBWVu6193QCcho3PC_VeTLOaHl9vWKRvFK2lg&dib_tag=se&keywords=pomar+de+letras&qid=1718994072&sprefix=pomar+de+letr%2Caps%2C739&sr=8-1

[16:07, 21/06/2024] JOAO PAULO: Com prazer anuncio meu sexto livro de poemas a vocês e os convido a viajarem comigo.

[16:09, 21/06/2024] JOAO PAULO: podasestradas.blogspot.com.br

quinta-feira, 20 de junho de 2024

INVISIBILIDADE

 


Estive por aqui,
não perceberam.

Falei
Não ouviram.

Quando fui
não sentiram falta.

Foi como eu
nunca tivesse
permanecido aqui,
falado aqui,
ou mesmo,
partido daqui.

Estão todos
envoltos
em grandes
teorias
abstratas
despidas
de relações.

Minha
invisibilidade
tem classe
tem cor
sexo,
dor,
fome,
doença,
abandono.

Apenas eu
me vejo
falo
escuto,
eu só,
distante
de tudo.

Minha invisibilidade
Tem renúncias
a estruturas
impostas,
não compete,
passa ao largo.

Por isso
sobrevive
também
como se não
tivessem visto
nem ouvido,
quanto mais
partido.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

VIDA E HISTÓRIA

Engolindo tudo!!!!

Absorvendo natural
e progressivamente
grandes discordâncias,
fortes contradições!

Tudo para manter
uma estrutura
equilibrada,
racional,
injusta.

Calado,
entalado
na garganta,
implodido.

Mas explode
confusa
difusa
ilógica,
.
Depois
refreia
sofrendo
pelo retorno
obrigatório.
Então berra!
Soletra palavras
irreconhecíveis,
sentimento puro.
Engolindo e explodindo!
Engolindo e explodindo!
Continuidades e rupturas
é a vida e a História Humana.
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terça-feira, 18 de junho de 2024

TEMPO AO TEMPO

Vou dar 

tempo ao tempo. 


Que ele 

se rivalize 

com a forma 

como faço tudo 

e nada. 


Não adianto, 

não atraso.


Sigo o Sol,

as estrelas

mais que 

o dia

a noite.


Deixo estar...


O beijo sôfrego

antecipa atrasos,

 o amor não sofre.


Ponho-me de pé

diante da porta,

olho  fora

vigiando

a vinda

da brisa 

do fim da tarde.


Quando

escurece

o íntimo

saltita

contente,

os olhos

se põem

para dentro

e dou largos

sorrisos

solitários.


Acordo

como 

descobrindo-me.


Logo 

me dou conta

das imensas

estruturas

que me envolvem

 

Despeço-me dos sonhos,

dos entes 

fugidios

palavras soltas

envoltos

no lusco fusco,

alvorecer confuso

de dimensões

etéreas.


Deixo o dia

ir esvaindo-se

como eu

que anoiteço

sempre.


Onde estou?


CAIR EM SI

 

O que me falta
desconheço,
o que sobra,
desconheço,
um estranho
que não
se estranha,
Pesada
carcaça
que não vê
ao lado,
segue rígido
caminho
oficial,
distraído
e sem graça .
Sente-se
literalmente só.
Se reflete,
algumas
descobertas
vem à tona,
e se põe
a meditar...
mas logo
retorna
ao leito manso
do cotidiano,
e tudo volta
ao normal.
Busca
no aroma
das flores
o enigma
dos perfumes
transcendentes,
descortine
novos ares...
nas águas
cristalinas
que brotam
nas fontes,
o segredo
de suas belas
profundidades,
tão simples,
misturadas
a terra...
na fortaleza
das árvores,
como templos
naturais
que alçam vôos
nos espaços
recônditos
onde povoam
aves e insetos.
Interrompe tudo
em observar
as flores,
como agridem tanto
com sua beleza,
esta aridez
apaziguada.
Busca os perdidos,
os esquecidos
deste mundo;
quem sabe
escondam
grandes
segredos.
Vê a terra
como um fim
em que
civilizações
inteiras,
esquecidas
dos arqueólogos.
Ah, meu amor,
Como me enciúmo
de seu adormecer,
eu que não tenho paz.
Tarda o dia,
tarda em viver.

segunda-feira, 17 de junho de 2024

INSTANTE

 

O instante
passa como
se não houvesse
tempo.
Embute
decisões
compulsivas,
lamentos
que perpetuam.
Antes,
distração,
desconcentração.
Depois,
descoberta
impensada.
Prefiro
as perpétuas
cadeias
da continuidade.
O Sol
nasce e morre
todos os dias.
Porquê precipitá-lo?
Todas as reações:
Vanderli Tiberio e Heloisa Rodante

terça-feira, 11 de junho de 2024

MÁQUINA HUMANA




Vivo de camadas, 

exterioridades.


Pensamentos 

sobre pensamentos,

relações próximas, 

distantes,

níveis 

de aprofundamento, 

superficialidades.


O Sol 

aquece,

apaga.


A Lua  

anoitece, 

acende.


Profundidades 

desconhecidas,

superficialidades 

banais.


Descubro 

níveis 

de compreensão; 

tratamentos 

íntimos, 

distantes,

conveniente  

condição social, 

interessada, 

esquecida.


Escavo,  

volto à superfície.

Aproximo, 

desdenho.


Ocultamente, 

alguém amolda a si

esta discrepante 

máquina humana,

ondas nas rochas

chuvas copiosas,

demoradas 

monções.


Por fim, 

a rendição 

voluntária,  

consciente 

da incapacidade 

de superar-se

plenamente

no caminho.


Alguns 

se dão conta;

outros, 

não se descobrem,

vazios.


domingo, 9 de junho de 2024

BELO

 Não sei onde vou parar...


Não importa, 

o caminho é belo, 

isso importa.


Encontro 

de tudo, 

pela frente.


Não encontro 

o que procuro.


Importa este belo trajeto.


Piso em barro, 

paro no canto 

da estrada, 

ultrapasso barreiras

retorno 

busco atalhos 

perco sonhos

firo a ingenuidade, 

erro.


Continua 

belo 

o caminho. 


Não sei 

onde irá dar,

sei que é belo

muito belo.

DESESTRUTURADO

 


As estruturas 

tão grandes

eu tão pequeno.


Se grito, 

quem me ouve?


Um mundo 

tão cheio 

de opressão 

e eu um nada 

submerso 

na profunda 

exploração. 


Um povo 

tão grande 

que não fala, 

e uma minoria 

que ladra 

sem parar.


Queria 

ardorosamente  

o inverso 

deste tudo,

a revolução...


Mas fico 

silencioso, 

com minhas 

pequenas dores 

em assistir 

este circo 

de horrores.

SAÍDA À FRANCESA

 


Pode ser 

que um dia destes 

eu vá  

e não me despeça. 


Melhor assim, 

que fique 

a impressão 

de que ainda 

continuo, 

embora ausente.


Que as atividades 

mantenham 

sua frequência, 

e tudo siga 

o curso manso 

dos rios.


Mais do que 

ser lembrado 

é deixar marcas 

impregnadas, 

sede de justiça, 

olhar de igual 

para igual 

para amigos 

e opressores,  

sem rebaixar-se 

ou elevar-se.


Despedidas 

nada valem 

se não permanecem 

ações de convivência. 


A estrada é nova, 

e novas são 

todas as coisas.


Então,  

não se preocupe,  

porque 

de alguma forma 

continuo sorrindo 

da vida  

desdenhando 

as adversidades.


Pode ser

que não 

me despeça.

SINTONIA

 


As palavras excedem

vão perdendo o elã.


Devem ser contidas 

nos prados 

da consciência.


Também 

são insuficientes, 

necessitam mergulhar 

no lago da realidade.


Palavras convidam 

a danças primitivas 

sonhos transcendentes, 

estão sempre 

se reinterpretando 

quanto a cor 

do seu fulgor.


As vezes 

escondem-se 

no silêncio 

da descoberta 

pessoal, 

longe 

das grandes massas.


Passo o tempo 

pescando-as 

em meu poço 

de ignorância, 

longe da lógica 

da vida.

NÃO VERBAL

 


Meu coração 

quer dizer algo, 

mas sua linguagem 

ainda não 

se transformou 

em palavras.


Talvez 

nunca consiga,

mitiga

mitiga,

fica

por ali

mesmo.


Aperta aqui, 

deixa algo 

no ar, 

indecifrável. 


Deseja

compreensão

sobrenatural.


No limite 

de sua mudez, 

mistura-se 

junto a face, 

sem identidade, 

clamando 

ser descoberto

de seu desterro. 


Atravessa 

as falsidades 

da razão, 

sempre 

tão ereta 

incólume.


Ah coração! 


Quanta vergonha 

faz passar 

os perfeitos, 

tão falsos.


Quanto desbravamento de ódios!

ESCOLHA

 


Escolhi você 

e te amei.


Não pensei muito, 

não pensei.


Foi olhar 

e me dar conta 

de perdido.


Reviravolta 

nos caminhos, 

nada no lugar.


Escolhi percorrer 

o desconhecido contigo,

quando tudo seguia 

o ritmo de sempre.


Revolucionei-me, 

não dormi, 

segurei firme 

no amor

desabei-me em ti

derramei-me

calçadas afora. 


Agora vivo livre

qual um passarinho

saltitando 

entre os galhos 

matinais.


Bela é a vida!

Bom é amar!


Que eu siga 

este caminho 

de desafios 

propagando a vida 

como fim.


Sem o amor, 

o que é viver?

BOMBA RELÓGIO

 


Tenho 

uma bomba relógio 

em mim.


Conta 

os segundos, 

a hora, 

o dia, 

a semana, 

o mês,  

o ano, 

a vida.


Está ali, 

Aguardando 

o tempo 

de sua eclosão. 


Não se importa   

se existem 

projetos, 

trabalho, 

família, 

política , 

religião, 

lazer, 

submete tudo 

a uma urgência 

obrigatória.


Estes sim, 

correm 

para terminar 

rápido, 

o que lhes 

foi confiado, 

desconfiados.  


Hoje ela dorme, 

finge ausência, 

deixa a impressão 

de ilusão, 

permanência. 


Vem o dia, 

se vem, 

em que ninguém 

poderá impedir, 

esta bomba 

explodir. 


Não há 

quem tenha 

contado detalhes 

deste derradeiro 

enlace, 

interrupção 

abrupta 

de tudo, 

de uma só vez.


Piso manso

o caminho , 

olhando dentro, 

na esperança 

de não antecipar 

seu tempo contar.

PREÂMBULO

 


Não sei 

se vou 

conseguir 

dizer 

o que estou 

pensando.


Também 

não tenho pressa 

nem certeza 

de que 

é isso mesmo.


Então fico 

num compasso 

de espera, 

aguardando 

chegar tudo, 

para me manifestar.


Melhor assim,

Incompreensão 

sob o manto

da prudência. 


Agora, 

vai que eu diga 

e não é  isso, 

como fica? 


Não sei 

se falo 

assim mesmo...


Melhor assim...


Depois 

alguém 

me corrige. 


Decerto 

vai me ajudar 

a entender, 

ou não?


Não sei...


Vou dar 

um tempo 

até tudo 

se esclarecer.


De repente, 

encontro.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

SONOLÊNCIA HUMANA

 Vou guardar 

as promessas que fiz 

em meio a dor.


Padecer

desperta 

o coração, 

caminham juntos.


Que a saúde 

não ofusque 

a consciência 

alcançada 

no sofrimento.


Quanta ausência presente! 


Tudo vai bem.


É preciso 

um certo adoecer,

para amanhecer melhor.


Muitos lamentos 

ecoam pelas noites 

sem fim...


Silêncio de gente...


Todos permanecem 

em suas posições.


Estarão preocupados

com algo, 

com alguém?


Seres ausentes do mundo...


Vou propor 

epidemias, 

grandes desastres!


Quem sabe acordem 

desta sonolência 

criminosa,

olhem ao lado,

vejam tantos 

que sofrem,

apagados 

de suas realidades.


Vou propor guerras!


Quem sabe pensem,

 em algum momento, 

sobre os benefícios da paz.


Vou propor eu, você, nós!


Seguirmos juntos 

nesta caminhada distraída, 

desvencilhando-nos 

de tudo 

que nos ocupa, 

desocupa.

FINAL DE NOITE

  Como temos sobrevivido meu amor... um  mundo que não nos entende, nos leva em mar tempestuoso, jogando o barco de um lado ao outro. Queria...