Aquela velha figura do leitor de livro , em pé ou sentado, durante a viagem de metrô, está sendo atropelada por grupos de jovens da periferia, falando alto sem se importar com quem está do seu lado. Esta situação está se tornando cada vez mais comum. É o povão transformando a paisagem burguesa bucólica, numa subversiva invasão "alienígena". O tradicionalismo silencia-se reprovando o povo que ignora a reprovação. A mudança é inevitável. O carro está cada vez mais impraticável. As estruturas econômicas e fabris, não conseguem fazer a guinada popular para o veículo individual, e insistem, insistem. Enquanto isto aguarda-se o dia em que ocorrerá o grande congestionamento, que paralisará tudo e precisará de dias para tirar o nó em que a cidade ficará. São Paulo está superlotado, congestionado, misturado, desnorteado, desfigurado, sem projetos, sem saída. Ainda há o amor, requentado, escondido, amedrontado, tímido, não declarado. Quem sabe ele tenha algum poder de resgate. Está desigual. Estão ficando maduras as condições revolucionárias no país pois a complexidade social, a teia produtiva, o emaranhado político, tudo concorre para a descrença nas soluções paliativas. Se o país estivesse nas mãos dos conservadores, quem sabe vivêssemos o estampido da pressão em que a população se vê prisioneira.
terça-feira, 4 de junho de 2013
EM ALGUM CANTO...
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Eu que moro na Lopes Chaves , esquina com Dr.Sérgio Meira, bebendo atrasado do ambiente onde Mário de andrade viveu, e cuja casa é hoje...
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