sábado, 7 de novembro de 2015

UM DIA COMO OUTRO QUALQUER


Hoje farei de conta
que os problemas 
acabaram.

Empresto
do lado
esperançoso
de minha
mente
a confiança
indomável
no ser 
humano.

Varro
as quinquilharias
das diferenças
que nos fazem
falar mais
do que agir,
permanecendo
estáticos
empedernidos.

Tiro 
a poeira
das desconfianças
indiferenças
desânimos,
e lustro,
como lustro,
o brilho
da naturalidade
da vida
como é.

passo
Por fim
um pano úmido
nas frestas
dos móveis,
as sujeiras
crônicas,
sempre presentes
sempre ausentes,
fundidas
silenciosamente
no cotidiano
das impossibilidades.

Hoje
pedirei
ao Criador
um olhar
limpo e claro,
sem reflexo,
das guerras
diárias,
e da paz
condicional;
apenas
a aceitação
do que vier.

Será mais fácil
pisar sobre
a arrumação
que sempre
se desfaz.

João Paulo Naves Fernandes