Hoje peço paz! Tanta luta e tudo volta ao princípio. Não uma paz descrente, subserviente; mas uma paz das montanhas, dos olhos mansos que sofrem e compreeendem. Paz das camélias, dos corações enlutados diante do primitivismo humano, da ignorância assustadora daqueles que deveriam ser porta vozes do equilíbrio e da sobriedade. Não uma paz, como palavra de ordem, ideológica, politicamente correta, mas simples, pessoal, amorosa, que terminam na cama, em amor e sonhos. Tenho grande desconfiança sobre a presença da paz na essência humana. O ser humano realmente a deseja? O mundo precisa da paz; não sabe como obtê-la, e diverge... diverge...até o seu esquecimento. Quando o dia amanhece, e o sol aponta no horizonte, a paz ergue-se junto,diariamente, familiarmente, convidando-nos a enfeitá-la de carícias. Ela pode ser vista após o cansaço das intermináveis batalhas, emergindo, por exclusão,como consciência última, aguardando uma oportunidade que nunca vem. Não tenho visto ba...
o cotidiano contado e meditado