Vamos ser claros,
apraz-me a reclusão.
A intensidade do tempo
tensionou-o,
fundiu ouro puro.
Agora sou eu
comigo mesmo,
lobo solitário,
desfazedor de nós,
entre nós.
Uivo interior escalando
montanhas inexploradas.
Ruborizo-me de mim,
tão ausente
num passado presente,
que mal me via.
Busco moldar
o quanto voltar
para recomeçar,
sem as delongas
do corte,
tão necessário também.
Amém!
Nenhum comentário:
Postar um comentário