quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

DOCE ADORMECER

 


Dorme pequena, 

assim também 

dormem suas dores 

tão despertas.


Surpreendem-te 

as marcas do tempo 

em teu corpo...


Fostes gazela solta 

em campos de girassois,  

voltados a ti, 

tua luminosidade.


O vento enamorava-se 

de teus cabelos, 

desejoso de encarnar-se, 

despedida etérea.


Teus passos 

paralisavam ambientes 

ritmos inconscientes.


Fostes meu princípio, 

gerado em ti, 

desconhecido de mim, 

até então. 


Fostes meu tudo, 

quando percorria ermo 

as pegadas do destino, 

circulares.


Hoje somos fusão, 

próximos de nós, 

esperanças realizadas.


A verdade 

encravada na vida 

a faz dormir, pequena, 

junto às dores. 


Desperta!

Enciumam-me teus sonhos, 

banido noturno de ti.

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