O Brasil vive um fim de semana de crimes e futebol. A morte de Glauco e de seu filho por um rapaz com problemas psicóticos, envolvido através da seita do Santo Daime. Deixando de fora o horror do crime, este fato nos leva a pensar que a religiosidade deve ser vista mais de forma realista e serena, longe dos recursos subjetivistas ou do apelo de drogas para se alcançar êxtase. Mas o Brasil globalizado está multifacetado, e com isto trazemos as consequências do fanatismo para cá. Aposto que o assassino, se ficar preso, será por pouco tempo. Sentimos pela vulnerabilidade a que todos estamos sujeitos, de passarmos pelas mesmas consequências, sem que a justiça prevaleça. Ao mesmo tempo, o futebol ocupa a cabeça do brasileiro: é o Adriano justificando as cervejas (duas ou três vezes por semana, segundo o mesmo), o que já é uma fase significativa do caminho ao alcoolismo, ou as danças dos "meninos da vila", depois dos seus gols. O povo brasileiro deixa seu suor cotidiano entre perplexidades dos assassinatos nos moldes norteamericanos, e dos jogos de futebol. A vida passa ao largo. 13000 moradores de rua na capital paulista, sem nenhuma política social da prefeitura (diminuíram o número de leitos nos albergues públicos), e com poucas ações de alguns cristãos. A Indy inaugurou a redenção da marginal tietê, com mais uma atração. E chuva e sol, casamento de espanhol, limpando a capital da poluição. É como diz o ditado de parachoque de caminhão: "Tá ruim, mas tá bom"
Eu que moro na Lopes Chaves , esquina com Dr.Sérgio Meira, bebendo atrasado do ambiente onde Mário de andrade viveu, e cuja casa é hoje um centro cultural fechado e protegido a sete chaves (que ironia) por "representantes" da cultura, administrada pela prefeitura... Uma ocasião ali estive, e uma "proprietária da cultura" reclamou que no passado a Diretoria da UBE - União Brasileira de Escritores, da qual fiz parte, ali se reunia, atrapalhando as atividades daquele centro(sic). Não importa, existem muitos parasitas agarrados nas secretarias e subsecretarias da vida, e quero distância desta inoperância. Prefiro ser excluído; é mais digno. Mas vamos ao importante. O que será que se passava na cabeça do grande poeta Mário de Andrade ao escrever "Quando eu morrer quero ficar". Seria um balanço de vida? Balanço literário? Seria a constatação da subdivisão da personalidade na pós modernidade, ele visionário modernista? Seria perceber São Paulo em tod...
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