As mãos escondidas no reverso da vida, o bolso Os olhos mirando baixo escondendo-se da verdade, envergonhados. A boca agora calada, sem explicações. Por cima do povo por cima do contribuinte roubou e roubou. Descoberto, como num passe de mágica, volta a ser santo novamente. com a delação premiada. Agora de corruptor é herói, de ladrão torna-se cidadão, retomando as regalias da impunidade que tinha. Como confiar na infidelidade, tomar uma palavra que mentiu e mentiu como verdadeira? Qual justiça se debruça tendo o criminoso como paladino da moralidade? E querem que eu respeite aquele que desrespeitou que aceite a palavra do ladrão como referência de justiça? Perdoem, não posso! Está além de mim. Se fosse a passagem do Evangelho, a voz de um Estadista reconhecido... mas não é um ladrão arrependido que ...
o cotidiano contado e meditado