Em sua coluna no jornal O Globo, o escritor Fernando Verissimo criticou a onda de ódio revelada com os ataques contra a entrevista do apresentador Jô Soares com a presidente Dilma Rousseff.
Escritor Fernando Verissimo comentou a entrevista da presidenta Dilma ao Programa do Jô
Segundo ele, o "sentimento está no DNA da classe dominante brasileira, que historicamente derruba, pelas armas se for preciso, toda ameaça ao seu domínio, seja qual for a sigla".
Para Verissimo, a entrevista de Jô com a Dilma, foi uma matéria jornalística, mas salientou que a "reação furiosa que causou pelo simples fato de ter sido feita" também não foi uma surpresa diante do clima instaurado.
"É inútil tentar debater com o ódio exemplificado pela reação à entrevista do Jô e argumentar que, em alguns aspectos, o PT justificou-se no poder. Distribuiu renda, tirou gente da miséria e diminuiu um pouco a desigualdade social – feito que, pelo menos pra mim, entra como crédito na contabilidade moral de qualquer governo. O argumento seria inútil porque são justamente estas conquistas que revoltam o conservadorismo raivoso, para o qual “justiça social” virou uma senha do inimigo", destacou.
O autoproclamado estado islâmico (EI) crucificou duas crianças nesta segunda-feira no nordeste da Síria, acusados de não praticarem o jejum durante o Ramadã. As vítimas foram penduradas na cerca do quartel de "hisbah", corpo parapolicial do Estado Islâmico, na cidade de Al Mayadeen, um de seus redutos na província de Deir al-Zur.
Os extremistas penduraram no pescoço das crianças um cartaz escrito "não jejuar no Ramadã", informa o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. Crucificações, decapitações e apedrejamentos são usados como um meio de propaganda, e também para aterrorizar a população.
O grupo terrorista ainda divulgou um novo vídeo, que mostra diferentes técnicas usadas para executar seus prisioneiros. Ao que tudo indica, uma das cenas mostra um grupo jovens iraquianos amarrados com uma corda com explosivos que depois foram acionados. Outra parte do vídeo mostra quatro homens presos em uma jaula e afogados em uma piscina.
A gravação foi divulgada pela divisão do Califado em Nínive, província do Iraque, cuja capital é Mossul, e mostra a execução de mais de doze supostos espiões, que os jihadista acusam de terem facilitado as metas para os bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos.
O vídeo, que já foi retirado do YouTube, dura sete minutos e foi realizado por uma produtora da região de Nínive e não por qualquer uma das principais plataformas utilizadas pelo grupo liderado por Abu Bakr al-Baghdadi para difundir sua propaganda terrorista, principalmente Al Hayat Media Center e Al Furqan Media Foundation.
Para as Senadoras e Senadores em exercício.: Rejeitar o PL 34/2015 (denominado de PL 4.148/08, no Congresso)
20.000
16.811
16.811 assinaturas. Vamos chegar a 20.000
Por que isto é importante
O PL 34/2015, que prevê a necessidade de rotulagem dos alimentos que contenham ou sejam produzidos com mais de 1% de ingredientes transgênicos somente mediante ANÁLISE ESPECÍFICA, entrou na pauta da Câmara do Deputados no dia 28 de abril e foi APROVADO, sendo encaminhado agora ao Senado.
Este PL, de autoria do Deputado Heinze: (1) não torna obrigatória a informação sobre a presença de transgênico no rótulo se não for possível sua detecção pelos métodos laboratoriais, o que exclui a maioria dos alimentos (como papinhas de bebês, óleos, bolachas, margarinas); (2) não especifica a quem compete fazer a detecção nem a fiscalização da presença de ingredientes transgênicos; (3) deixa de lado a necessidade do consumidor ser informado sobre a espécie doadora do gene no local reservado para a identificação dos ingredientes.
Com a aprovação da lei, os símbolos que identificam hoje produtos com OGMs poderão não estar mais presentes nos rótulos, sendo que, para o consumidor final, não será mais possível ter certeza sobre a presença de transgênicos em alimentos por meio da rotulagem, exceto em caso de teste laboratorial específico.
Diversos representantes da comunidade científica advertem que os transgênicos podem ser nocivos para a saúde. Atualmente, cerca de 92,4% da soja e 81,4% do milho do País são de origem transgênica. É essa produção crescente e acelerada que leva para a mesa do consumidor um alimento disfarçado ou camuflado que não informa sua real procedência.
Na prática, isso significa que a maior parte dos produtos que hoje são rotulados, garantindo aos consumidores brasileiros o direito à informação e escolha, não precisam mais exibir essa informação no rótulo, mesmo que tenham sido fabricados com matéria-prima 100% transgênica.
“O óleo de soja, por exemplo, amplamente usado pela população brasileira, não tem como ser testado para presença de transgênicos porque seu processo de fabricação destrói o DNA. Ou seja, você pode usar só grãos transgênicos na fabricação e ainda assim o teste não irá detectar”, explica Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Alimentação e Agricultura do Greenpeace. O mesmo vale para margarinas, produtos contendo lecitina de soja (como chocolates e outros produtos industrializados), fubá, amido de milho e cervejas que contenham milho em sua composição - todos esses produtos têm o DNA destruído durante seu processamento sendo impossível, portanto, detectar a transgenia na composição final do produto.
A proposta aprovada no Congresso também extingue a exigência de rotulagem para produtos de origem animal e rações, e abre uma brecha para que produtos que não apresentem DNA transgênico em sua composição final sejam rotulados como “livres de transgênicos” - mesmo que tenham sido fabricados com matéria-prima 100% transgênica. Basta, para isso, que o teste realizado no produto final não apresente o DNA transgênico.
Nós, consumidores, temos o direito à informação (artigo 6º do CDC) sobre o que estamos adquirindo ao comprarmos e consumirmos um produto.
O PL 34/2015 deve ser rejeitado, porque:
1) Fere o direito à escolha e à informação assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor, nos artigos 6º, II e III e 31.
2) Anula a decisão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região que em agosto de 2012 decidiu que independentemente do percentual e de qualquer outra condicionante, deve-se assegurar que todo e qualquer produto geneticamente modificado ou contendo ingrediente geneticamente modificado seja devidamente informado (Apelação nº 2001.34.00.022280-6 - link da decisão http://bit.ly/SkFTIw).
3) Prejudica o controle adequado dos transgênicos, já que a rotulagem de transgênicos é medida de saúde pública relevante para permitir o monitoramento pós-introdução no mercado e pesquisas sobre os impactos na saúde.
4) Viola o direito dos agricultores e das empresas alimentícias que optam por produzir alimentos isentos de ingredientes transgênicos. E pode impactar fortemente as exportações, na medida em que a rejeição às espécies transgênicas em vários países que importam alimentos do Brasil é grande.
5) Revoga o Decreto 4.680/03 que respeita o direito dos consumidores à informação e impõe a rastreabilidade da cadeia de produção como meio de garantir a informação e a qualidade do produto. (Vale lembrar que a identificação da transgenia já é feita para a cobrança de royalties).
6) Descumpre compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança que demanda que os países membros adotem medidas para assegurar a identificação de organismos vivos modificados nas importações/exportações, destinados à alimentação humana e animal (artigo 18. 2. a) para tornar obrigatória a adequada identificação das cargas a partir de 2012 (decisão BSIII/10, item 7).
Antes da agressão, a menina já defendia o direito de usar as cores de sua religião de forma pacífica
Foto: Reprodução
Rio - Com apenas 11 anos de idade, K. conheceu a intolerância
religiosa na noite de domingo de forma dolorosa. A menina,
iniciada no Candomblé há quatro meses, seguia com parentes
e irmãos de santo para um centro espiritualista na Vila da Penha,
quando foi atingida na cabeça por uma pedra, atirada, segundo
testemunhas, por um grupo de evangélicos. Ainda segundo os
relatos, momentos antes, eles xingaram os adeptos da religião
de matriz africana.
“Eles gritaram: ‘Sai Satanás, queima! Vocês vão para o inferno’.
Mas nós não demos importância. Logo depois, o pedregulho
atingiu minha neta e, enquanto fomos socorrê-la, eles fugiram
em um ônibus”, contou a avó da menina, Kathia Coelho Maria
Eduardo, de 53 anos, conhecida na religião como Vó Kathi
O caso foi registrado ontem na 38ª DP (Brás de Pina) como
lesão corporal e no artigo 20 da lei 7.716 (praticar, induzir ou
incitar a discriminação ou preconceito de religião). A polícia
tenta identificar os agressores através de câmeras dos
ônibus da região.
K. chegou a desmaiar e, segundo seus parentes, teve
dificuldade para lembrar de fatos recentes. “Ela está bem,
pois foi socorrida para o hospital e até foi à escola, pois é
muito estudiosa. Mas na hora chegou a perder a memória.
Que mundo é esse que estamos vivendo? Não se respeita
nem criança?”, questionou, ainda indignada, Yara Jambeiro,
49, também integrante do Barracão Inzo Ria Lembáum e
uma das responsáveis pela educação religiosa de K.
O caso ganhou repercussão na Comissão de Combate à
Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro. Ivanir dos Santos,
que preside a comissão, defende a importância da punição
aos responsáveis.
“Não se trata de um fato isolado. É assustador uma pedrada
em uma criança. Vivemos um momento delicado na questão
da intolerância. As investigações precisam chegar aos
agressores para que o exemplo não seja de impunidade e
que a liberdade religiosa seja reafirmada como está
na lei”, avaliou.
Responsável por uma rede social com 50 mil adeptos e que
defende a cultura afro-brasileira, Marcelo Dias, o Yangoo,
divulgou o caso: “É assombroso”, criticou.
Parentes dizem que ferimento na cabeça fez K. perder a memória
Foto: Reprodução
Ialorixá de 90 anos enfartou com ofensas
A denúncia de que uma pedra feriu a menina K., de 11 anos,
na noite de domingo, chegou à Comissão de Combate à
Intolerância do Rio em meio a reunião na Universidade
do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em protesto pela morte,
no dia 1º , de uma uma ialorixá, de 90 anos de idade,
em Camaçari, na Bahia.
Segundo seus parentes e filhos de santo, a religiosa
enfartou depois da instalação de um igreja evangélica
em frente ao seu terreiro.
Conhecida como Mãe Dede de Iansã, Mildreles Dias
Ferreira teria morrido após seguidores da igreja, terem
passado uma madrugada inteira em vigília proferindo
ofensas em direção à casa de santo.
“A polícia recebeu queixas contra as manifestações em
frente ao terreiro antes da morte dela. Fizeram cerimônias
em frente à casa de forma acintosa e, em outros casos,
há quem macule terreiros, além de outras práticas
sistemáticas”, enumerou Ivanir dos Santos,
presidente da comissão.
Ele tinha 15 anos de idade quando foi condenado, em 1992, por um assassinato múltiplo que não cometeu. Em sua última carta, ele escreve: "Eu sou inocente, mas não sei se isso vai fazer alguma diferença".
Por Redação
Roma, 11 de Junho de 2015
Mais sangue inocente foi derramado no Paquistão. Às 4h30 desta madrugada, no presídio de Kot Lakhpat, em Lahore, foi enforcado o católico Aftab Bahadur Masih, condenado à morte quando tinha 15 anos de idade, em 1992, pelo assassinato de três pessoas: ele não cometeu o crime, mas o confessou, segundo os advogados, porque foi torturado.
Os apelos lançados pela Igreja católica e pelos ativistas de direitos humanos foram inúteis. Dom Joseph Coutts, bispo de Karachi e presidente da Conferência Episcopal do Paquistão, tinha escrito ao presidente Himari Hussain pedindo que suspendesse a execução e ordenasse um novo inquérito.
Segundo a agência AsiaNews, Aftab foi condenado à morte em 5 de setembro de 1992 pelo assassinato de Sabiha Bari e seus dois filhos. No dia seguinte, Ghulam Mustafa, encanador de quem Aftab era aprendiz, foi preso por cumplicidade e torturado pela polícia para envolver Aftab no assassinato. Só recentemente é que Mustafa admitiu que o aprendiz não tivera relação alguma com o crime, do qual tinha sido apenas uma testemunha ocular. O homem também entregou um testemunho oficial a um líder religioso, declarando que havia mentido.
Aftab sempre se disse inocente. Ele contou que, quando foi preso, a polícia lhe pediu 50.000 rúpias (5.000 dólares) para liberá-lo. Como era apenas um jovem aprendiz, ele não podia pagar a quantia.
Pouco antes da execução, Aftab Bahadur Masih escreveu uma última carta para compartilhar seus sentimentos:
"Acabo de receber a minha sentença de morte. Ela diz que serei ‘pendurado pelo pescoço até a consumação da morte’ nesta quarta-feira, 10 de junho. Eu sou inocente, mas não sei se isso vai fazer alguma diferença. Durante os últimos 22 anos da minha prisão, recebi ordens de execução muitas vezes. É estranho, mas nem sei dizer quantas vezes já fui avisado de que estava prestes a morrer. É claro que dói cada vez. Eu começo a contar os dias de trás para frente, coisa dolorosa em si mesma, e descubro que os meus nervos estão acorrentados como o meu corpo.
Na verdade, já fui morto muitas vezes antes da minha morte. Suponho que a minha experiência de vida seja diferente da da maioria das pessoas, mas duvido que haja alguma coisa mais assustadora do que ouvir o aviso da própria morte e depois ficar sentado em uma cela esperando aquele momento.
Durante muitos anos – eu só tinha 15 – fiquei preso entre a vida e a morte. Foi um limbo absoluto, uma incerteza total do futuro. Eu sou cristão, e isto, às vezes, é difícil aqui. Infelizmente, há um preso em particular que tentou tornar a nossa vida ainda mais difícil. Eu não sei por que ele faz isso.
Andei muito triste com os ataques anticristãos em Peshawar. Eles me machucaram profundamente e eu gostaria que o povo paquistanês tivesse um senso de unidade nacional capaz de vencer o seu ódio religioso. Há um pequeno grupo, aqui, de cristãos, apenas quatro ou cinco, e agora estamos todos juntos na mesma cela. Isso melhorou a minha vida.
Faço tudo o que posso para escapar da minha miséria. Eu sou um amante da arte. Eu era artista – apenas ordinário – desde a infância, quando ainda não sabia nada. Mesmo assim, eu tinha uma inclinação à pintura e à poesia. Não tive nenhuma preparação; era apenas um dom de Deus. Mas, depois de ser levado para a prisão, eu não tive nenhuma outra forma de expressar os meus sentimentos, porque estava em completo isolamento e solidão.
Algum tempo atrás, comecei a pintar todos os cartazes da prisão de Kot Lakhpat, onde estou preso. Depois, me pediram para fazer também os cartazes dos outros presídios. Nada no mundo me dá mais alegria do que a sensação que eu tenho quando pinto alguma ideia ou sentimento sobre a tela. É a minha vida; sou feliz em fazer isso. A carga de trabalho é grande e eu fico exausto no final do dia, mas sou feliz, porque isso deixa a minha mente distante das outras coisas.
Eu não tenho família que venha me visitar; quando vem alguém, é uma experiência maravilhosa. Consigo recolher ideias do mundo exterior que, depois, posso colocar na tela. Ser questionado sobre o que senti quando fui torturado pela polícia me trouxe de volta lembranças terríveis, que traduzi em imagens. Talvez tivesse sido melhor não pensar no que os oficiais me fizeram para obter uma confissão falsa daquele crime.
Quando ouvimos a notícia do fim da moratória da pena de morte, em dezembro de 2014, o medo tomou conta de todas as celas da prisão. Houve um sentimento predominante de horror. A atmosfera estava pesada, escura, sobre todos nós. Depois, começaram as execuções aqui em Kot Lakhpat e todos passaram a sofrer a tortura mental. Os enforcados tinham sido nossos companheiros durante muitos anos, ao longo desta estrada rumo à morte, e é natural que a morte deles nos deixasse em estado de angústia.
Quando a moratória da pena de morte foi revogada com o pretexto de matar os terroristas, a maioria das pessoas aqui em Kot Lakhpat foi condenada por crimes comuns. De que maneira a morte vai acabar com a violência sectária no país eu não sei dizer. Espero não morrer nesta quarta-feira, mas não tenho nenhuma fonte de renda e, por isto, só posso me confiar a Deus e aos meus advogados voluntários. Eu não renunciei à esperança, apesar de que a noite seja tão escura".
Corte confirma punição contra jovem pai de família, apesar da represália internacional. Ele deverá pagar 266 mil dólares e não poderá deixar o país por 10 anos
A Suprema Corte da Arábia Saudita confirmou a sentença de 10 anos de prisão e mil chicotadas para o blogueiro Raif Badawi. Além disso, o ativista deve pagar uma multa de um milhão de riais sauditas (cerca de 266.000 dólares), fechar a página e destruir seu computador. Badawi não poderá viajar para fora do reino wahabita por mais dez anos, uma vez fora da cadeia. O parecer deste tribunal não permite fase posterior e só pode ser modificado por um perdão concedido pelo rei Salman bin Abdelaziz Al Saud.
A Anistia Internacional, organização que liderou a campanha a favor da liberdade do blogueiro saudita, criticou a decisão de manter esta condenação "cruel e injusta” e definiu o incidente como "um dia negro para a liberdade de expressão", conforme comunicado divulgado neste domingo.
Badawi, um jovem de 31 anos, pai de três crianças, está na prisão desde meados de 2012. Há um ano ele foi condenado por "insultar o islã por meios eletrônicos", por ter suas ideias difundidas através da Rede Liberal Saudita, um site que convida ao debate sobre questões políticas e religiosas.
O jovem recebeu as primeiras 50 chicotadas dia 9 de janeiro, em uma praça pública em Jeddah, a segunda maior cidade da Arábia Saudita. A sessão seguinte foi suspensa por "recomendação médica" e desde então, as sessões foram adiadas sem explicação oficial.
A condenação internacional das Nações Unidas e da União Europeia, entre outros, ante a punição foi reforçada depois da divulgação de um vídeo com imagens da flagelação, gravado por celular. As imagens mostram como um membro das forças de segurança chicoteia o blogueiro. Desde então, toda sexta-feira há uma concentração de pessoas em frente a embaixadas sauditas em várias capitais europeias, bem como nos Estados Unidos e Canadá.
Autoridades do reino wahhabi rejeitaram as críticas. Em março, o Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota alegando ingerência em assuntos internos.
Peço que a Suprema Corte do Paquistão reconheça os fragmentos do documentário Liberdade para Asia Bibi como evidências no caso de Asia Bibi.
O filme inclui afirmações de dois dos princiáis acusadores de Asia Bibi: Mohammed Idris (o proprietário da planatação onde Asia supostamente cometeu o crime de blasfêmia) e Mohammed Salim (o imã local). Ambos admitem que não ouviram Asia Bibi as palavras blasfematórias das quais ela é acusada.
Essa nova evidência faz com que o caso tenha de ser analisado novamente. Creio que, à luz da nova evidência, a sentença injusta dada a Asia Bibi pode ser revogada.