terça-feira, 30 de junho de 2015

Delação Premiada

As mãos
escondidas
no reverso
da vida,
o bolso

Os olhos
mirando
baixo
escondendo-se
da verdade,
envergonhados.

A boca
agora 
calada,
sem
explicações.

Por cima do povo
por cima do contribuinte
roubou
e roubou.

Descoberto,
como num
passe de mágica,
volta a ser
santo
 novamente.
com a delação
premiada.

Agora
de corruptor
é herói,
de ladrão
torna-se
cidadão,
retomando
as regalias
da impunidade
que tinha.

Como confiar
na infidelidade,
tomar uma palavra
que mentiu
e mentiu
como verdadeira?

Qual justiça
se debruça
tendo
o criminoso
como
paladino
da moralidade?

E querem
que eu respeite
aquele
que desrespeitou
que aceite
a palavra do ladrão
como referência 
de justiça?

Perdoem,
não posso!

Está além de mim.

Se fosse
 a passagem
do Evangelho,
a voz de um
Estadista
reconhecido...
mas não
é um ladrão
arrependido
que diz contar
a verdade,
e que verdade.

Este é o padrão
da investigação 
de nossa Justiça
hoje?







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