quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
EXÍLIO
terça-feira, 30 de janeiro de 2024
AINDA CAEM LÁGRIMAS
PERDIDO NO TEMPO
domingo, 28 de janeiro de 2024
CAMINHO
O lápis sulca
um cânion,
rio de tinta
percorre leito
de letras...
Serpenteia trevas,
deixa esquecidos
regaços
de esperanças,
corredeiras abruptas,
silêncios,
desaba em cachoeiras,
descobertas,
realiza-se.
Observa cada passagem
investiga as origens,
continua...
Atinge a foz
do pensamento.
Nasce a consciência.
Nasce permanentemente.
Oceano de horizontes e poentes
tempestades e calmarias,
novidades e tradições,
encontros e solidão,
busca indefinida,
errante.
Atinge a fé,
perde-se
no nós.
Permanente
confronto
alinha
desfaz
consciência
transcendência.
Vive...
sábado, 27 de janeiro de 2024
BALANÇO
O dia em que
o fim chegar,
olharei para trás,
e fazer
um grande
balanço geral.
Certamente será desproporcional,
pendendo mais
para erros
muitos
irrecuperáveis,
que acertos,
pesam ainda hoje .
Depositarei
diante do altar
da Vida,
o que lembrar,
mais o principal:
onde cheguei,
o que sou agora.
Trarei no bojo
agradecimentos
a todos e todas
por esta
bela caminhada.
Compreenderei
finalmente:
não está
em riquezas
posições,
vaidades
prazeres,
a alegria da vida
mas em pequenos gestos,
dos encontros,
amizades
passeios,
o silêncio noturno,
prévia da eternidade.
Uma grandiosa
gratidão ao Criador
estará em meu coração,
ao meu querido Jesus,
por me acompanhar
nas tempestades,
no lodo.
Direi ao meu amor
meu muito muito
muito obrigado
por companhia
tão longa
tantas descobertas
diárias .
Olho com alegria
este derradeiro dia,
com despedidas,
mas muito mais
encontros.
Deixo
antecipada...
não sei
quando virá,
quiçá
um até breve,
não sei
quem irá antes
não se sabe
o dia de amanhã...
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
TEM SENTIDO?
Tudo tem
sentido
mesmo
sem sentido.
Tudo conspira
para algo maior
tece teias
desconhecidas
descobertas tardias
nunca o agora.
Nada não existe.
A existência
não contém
inexistência.
Há sim,
superfícies rasas,
arrastam-se
pela vida,
distraídas.
Quem sabe
o sentido seja
busca por tesouros,
aguardam despertares.
Eu mesmo
escavo agora
não sei
onde chegar.
Também...
tudo segue
assim assim
lento
nem me importo
mais onde vai dar
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
INSONIA ESTRUTURAL
As noites
são inúteis,
dormir
é desperdício .
Reluto
em entregar
os olhos
ao cansaço,
resisto.
Todos dormem
menos eu,
sonâmbulo
de um mundo
novo
que não vem.
Faço os cálculos,
equações da vida,
não fecham...
Um domínio
poderoso varre
os quatro cantos
Não há
em sã
consciência
como dormir...
Tudo grita
reverbera
na cabeça
lamentos
clamores
de toda
ordem
seculares
milenares.
Quando não,
são beijos
espremidos
no afã de
superar-se
no outro
na outra,
o desamor
do dia.
Velo
vigília
eterna,
terna
insônia
estrutural.
VIGÍLIA DE MIM
Um galo canta ao longe...
a vela do oratório
chama que vela
segue sonhos
além da capacidade
humana.
Um sonoro silêncio
expõe limites
represa soluções,
clama por atitudes.
Não ouvem
a voz do vento...
Não sentem
mais aromas,
perdem-se
nos desertos
tornam-se áridos...
Amar sobrevive
em servir,
labirinto
de saídas
ocultas.
Não conhecem,
recitam
mantras
mortos
fingidos,
enganam...
Aguardo
o nascer
do dia...
o porvir,
tempo
propício.
Quem sabe
os montes
se aplainem,
descubram o Sol
entre os escombros
das classes.
Quem sabe os lírios
vençam fanatismos
fundamentalismos...
espreitam muitos
convencem multidões.
A noite já vai alta.
Alcança a dobra
do sono,
despertar
Lusco fusco
de anjos
em sua miríade
de missões
rápidas vozes.
Vigia de mim.
observo
quem vem,
mal vejo,
grita distante,
mal ouço.
Aguardo
o nascer
do dia
o porvir,
tempo
propício.
Quem sabe
reúna esperanças
afague do dia,
e sorrisos
interpretem
a surpresa
constante
da realidade
terça-feira, 23 de janeiro de 2024
MORNO
Quando o dia cai
caio junto.
O que ajunto
se ajunto
O que agrego
faço,
se desfaz
desagrega.
Sina que ensina
escuro que
se aproxima,
escurece a esperança
de ser claro
refina.
E o mundo desaba
no silêncio do
agora,
saber ser útil
entender hiatos
sequências
consequências.
Vivo porque vivo
Canto porque canto
Verso / letra morta...
me inspiro / expiro
Convivo
com estruturas
Respeitosamente
aprisionado.
Encontro canais
esquecidos
onde esconder
a verdade
estações perdidas
longínquas.
Perco-me
na noite
do nada
nem lágrimas
nem sorrisos
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
OBSERVACOES ÍNTIMAS
BOMBA EM GAZA?
Bombas caem em Gaza...
Impotente
diante da morte
de inocentes,
mal ando três quarteirões(?),
mal respondo
pelos que sofrem
nesta pequena rota...
O poder está distante
esconde-se
das opiniões
age por conta própria
dos poderosos.
Emprestam o nome
de democracia
aos que observam,
como eu,
para que pensem
fazer parte
de um todo
um nada
uma farsa.
Fecho-me na liberdade
dos meus aposentos,
busco saídas...
Muitos falam por mim
eu, que não falo.
Assisto TV
divirto-me
entristeço
revolto-me,
solidão social
política
partidária...
O refúgio
está além
da razão,
aloja-se
na subjetividade,
interface da loucura
da espiritualidade
e a realidade cruel,
terreno de solidões,
cismas não declarados,
linguagem cardíaca.
sábado, 20 de janeiro de 2024
DEVIR
INCOMPREENDIDO
domingo, 14 de janeiro de 2024
TRANSITORIEDADE
Que a morte
não seja surpresa
a presa.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2024
NOITE & DIA
segunda-feira, 8 de janeiro de 2024
UM INSTANTE
Só mais um instante...
te ligo em seguida.
Preciso resolver
uma situação
complicada
mas retorno
logo.
É urgente?
Me desculpe
estou meio corrido.
Não faço ideia
do tempo
que levarei.
Podemos marcar
uma conversa
para outra hora?
Vou ver meu tempo.
Te ligo depois
deixando um recado.
Ando tão cheio
de tudo
pra fazer...
quinta-feira, 4 de janeiro de 2024
O QUE FAZER COM 2024.
Não consigo pensar isolado mais. O planeta ficou pequeno e muitas as responsabilidades que se colocam, a ponto de, a priori, sentirmos uma impotência.
Cresce o fascismo no mundo, aumentam os lugares onde as guerras de espalham, aumentam as possibilidades de novas epidemias, vemos mudanças ambientais, não mais como possibilidade, mas realidade.
É neste quadro que estamos inseridos.
Qual a saída?
Ignorar...
Fingir que não temos nada com isso?
Ou buscar enfrentar tudo, apesar das imensas dificuldades?
Fazer sua parte, em algum projeto específico?
Qual a saída?
Além disso, devemos considerar as distâncias entre nossas intenções e a realidade concreta, que muitas vezes nos faz reproduzir aquilo contra a qual lutamos, que em psicologia chamamos de dissonância cognitiva.
Lutamos contra nós mesmos e contra tudo.
Mas há luz no fim do túnel.
Há um novo homem e uma nova mulher lá no final do túnel.
Somos a solução para nós mesmos.
Você crê assim também?
DESABAFO POÉTICO
Queria tempo
para escrever,
mas os afazeres diários?
Tenho um poema
recitando na mente,
mas os jornais
jorram sangue e fome.
Dissertar
o amor,
em meio
a tantos crimes
perde a radiância.
Há tempo para tudo
e tempo para nada.
Como desejaria
caminhar
sentar
num banco de praça
observar e escrever,
mas estamos sempre
sendo solicitados.
Desejaria
passar tempos
incontáveis
juntando palavras
a pensamentos
e voar.
Como me faz sofrer
ter o que escrever
e não fazer.
Quantos poemas
perderam o Time
dissolveram-se
no Sol.
Resta a noite
ao poeta
dormir geral...
Resta levantar-me
em silêncio
acostumar-me à escuridão
e pescar poemas.
FINAL DE NOITE
Como temos sobrevivido meu amor... um mundo que não nos entende, nos leva em mar tempestuoso, jogando o barco de um lado ao outro. Queria...
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Eu que moro na Lopes Chaves , esquina com Dr.Sérgio Meira, bebendo atrasado do ambiente onde Mário de andrade viveu, e cuja casa é hoje...
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Está sendo organizado em todos Brasil um Plebiscito Popular, para ouvir população sobre a redução da atual jornada de trabalho, de 6×1, q...
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Foi em uma conversa sobre a qualidade dos poemas, quais aqueles que se tornam mais significativos em nossa vida , diferentemente de outros ...