domingo, 14 de janeiro de 2024

TRANSITORIEDADE

 Que a morte

não seja surpresa

a pegar distraída

a presa.

Caminha escondida
à vida,
sombra permanente
de poente.

Alegra-se com as flores
perfumadas,
pisa a terra onde vive
passo a passo,
cadafalso
de caminhadas inúteis.

Uma névoa permanente
sussurra na gente,
que não quer ver.

Mantém prontidão
diante da distração,
em que repousa a rotina.

Faz chacota dos projetos,
amiga das consciências profundas.
Morte sorrateira!
Brada companheira!

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