Pular para o conteúdo principal

ÀS VEZES...

Às vezes
canto
soletro 
alto,
às vezes
calo
sem voz.

Muitas vezes 
penso
planejo,
outras vezes
sou intempestivo
imediatista.

Às vezes
tese
às vezes
antítese
outras vezes
síntese.

Certas vezes
tenho pressa
corro...
e deixo correr
espero
 outras vezes.

Às vezes 
sou atingido
pelo amor,
outras vezes
 estou frio
distante.

Às vezes
me revolto
sou capaz
de matar,
outras vezes
me submeto
me rendo.

Às vezes 
acredito 
na vida,
outras vezes
me fecho
no quarto,
desapareço.

Às vezes
creio
em Deus.
Muitas vezes
 Ele  acredita
em mim,
me resgata
do nada.

Às vezes
 caso
ás vezes
 traio
às vezes 
caio
às vezes
 levanto
às vezes
 lidero
às vezes
 sou massa.

Muitas vezes
 leio
intensamente
Muitas vezes
tenho asco
do que leio.

Às vezes 
acredito
outras vezes 
perco a fé..

Nem sempre
 alegre
nem sempre
triste
sempiterno
.

Às vezes
calor 
ardente,
outras vezes
frigidez
estúpida.
outras vezes 
ainda
nem uma coisa
nem outra.

]Tantas vezes
diferente
tendo
a me ver
repentino,
às vezes
Sol nascente
e poente
Vida e morte
Partida e chegada
de algum lugar
para lugar
nenhum.

Às vezes...


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como devia estar a cabeça de Mário de Andrade ao escrever este poema?

Eu que moro na Lopes Chaves , esquina com Dr.Sérgio Meira, bebendo atrasado do ambiente onde Mário de andrade viveu, e cuja casa é hoje um centro cultural fechado e protegido a sete chaves (que ironia) por "representantes" da cultura, administrada pela prefeitura... Uma ocasião ali estive, e uma "proprietária da cultura" reclamou que no passado a Diretoria da UBE - União Brasileira de Escritores, da qual fiz parte,  ali se reunia, atrapalhando as atividades daquele centro(sic). Não importa, existem muitos parasitas agarrados nas secretarias e subsecretarias da vida, e quero distância desta inoperância. Prefiro ser excluído; é mais digno. Mas vamos ao importante. O que será que se passava na cabeça do grande poeta Mário de Andrade ao escrever "Quando eu morrer quero ficar". Seria um balanço de vida? Balanço literário? Seria a constatação da subdivisão da personalidade na pós modernidade, ele visionário modernista? Seria perceber São Paulo em tod...

O POVO DE RUA DE UBATUBA

 Nos feriados, a cidade de Ubatuba dobra o seu número de habitantes. Quando isso acontece, logo retiram os moradores em situação de rua, de seus locais, porque consideram que estes prejudicam a "imagem" da cidade. A questão é que os moradores de rua somente são lembrados quando são considerados prejudiciais à cidade. Não existe em Ubatuba uma política de valorização do povo de rua, capaz de diagnosticar o que impede eles de encontrar saídas dignas para suas vidas. Não existe sequer um local de acolhimento que lhes garanta um banho, uma refeição e uma cama. Saio toda semana para levar comida e conversar com eles.  Alguns querem voltar a trabalhar, mas encontram dificuldade em conseguir, tão logo sabem que eles vivem na rua e não possuem moradia fixa. Outros tem claro problema físico que lhes impede mobilidade. Outros ainda, convivem com drogas legais e ilegais.  O rol de causas que levaram a pessoa viver na rua é imenso, e para cada caso deve haver um encaminhamento de sol...

PEQUENO RELATO DE MINHA CONVERSÃO AO CRISTIANISMO.

 Antes de mais nada, como tenho muitos amigos agnósticos e ateus de várias matizes, quero pedir-lhes licença para adentrar em seara mística, onde a razão e a fé ora colidem-se, ora harmonizam-se. Igualmente tenho muitos amigos budistas e islamitas, com quem mantenho fraterna relação de amizade, bem como os irmãos espíritas, espiritualistas, de umbanda, candomblé... Pensamos diferente, mas estamos juntos. Podemos nos compreender e nos desentender com base  tolerância.  O que passo a relatar, diz respeito a COMO DEIXEI DE SER UM ATEU CONVICTO E PASSEI A CRER EM JESUS CRISTO SEGUINDO A FÉ CATÓLICA. Bem, minha mãe Sebastiana Souza Naves era professora primária, católica praticante,  e meu pai, Sólon Fernandes, Juiz de Direito, espírita. Um sempre respeitou a crença do outro. Não tenho lembrança de dissensões entre ambos,  em nada; muito menos em questões de religião. Muito ao contrário, ambos festejavam o aniversário de casamento, quando podiam, indo até aparecida d...