O frescor das manhãs
acaba com as dores;
acabo-me nas dores
em meio aos frescores
Como dão
frescores,
se amanhecem
dores?
Quem as tira
de suas chagas,
alivia passos,
manhãs?
Dores não dormem
não acordam...
disfarçam
Nunca terminam...
Vou deixar
uma dor
para você,
de presente,
noturna,
antes do despertar.
A dor do parto eterno
parto da morte
dor das despedidas
sentidas partidas...
dor do desamor,
clamor
dos que sofrem,
encobrem,
guardadas em estantes,
gestantes do tempo.
.
Dor da Terra
em guerra
interminável
sem remédio,
dor crônica,
atônita,
permanente.
Dor humana
Dor da humanidade
3 comentários:
Que lindo poema! A dor é contínua porque a vida é curta e não há esperança. Abraços. Regina
Há uma dor endêmica da Humanidade, que não supera as guerras
Lindo
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