sexta-feira, 12 de abril de 2024

DOR E FRESCOR

O  frescor das manhãs

acaba com as dores;

acabo-me nas dores

em meio aos frescores


Como dão

frescores,

se amanhecem

dores?


Quem as tira

de suas chagas,

alivia passos,

manhãs?


Dores não dormem

não acordam...

disfarçam


Nunca terminam...


Vou deixar  

uma dor

para você,

de presente,

noturna,

antes do despertar.


A dor do parto eterno

parto da morte

dor das despedidas

sentidas partidas...

dor do desamor,

clamor

dos que sofrem,

encobrem, 

guardadas em estantes,

gestantes do tempo.

.

Dor da Terra

em guerra

interminável

sem remédio,

dor crônica,

atônita,

permanente.


Dor humana

Dor da humanidade


3 comentários:

Anônimo disse...

Que lindo poema! A dor é contínua porque a vida é curta e não há esperança. Abraços. Regina

João Paulo Naves Fernandes disse...

Há uma dor endêmica da Humanidade, que não supera as guerras

Anônimo disse...

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