domingo, 30 de novembro de 2025

DISPERSO

 


Meus versos estão feridos 

não se expandem, 

sangram


Questionam os corações vazios

a calmaria dos varais, 

as marés eternas...


Buscam lugares distantes, 

longe da morte,

arrependem-se das palavras...


Querem  dividir espólios,  

guardam suas partes, 

disputam...


Ardem pelo caminho

trânsito em transe, 

lêem...


Estão aí dispersos 

em simbolos, 

mal associam...


Sonham por algo, 

sem saber o quê, 

persistem...

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