quarta-feira, 31 de julho de 2024

FINAL DE JULHO.

 Experimentamos em Julho um clima temperado para frio, principalmente às noites em Ubatuba.

Para os que gostam de ir à praia, posso dizer que junho e julho são os melhores meses do ano, descontando o vento constante e a água fria do mar.

De resto, o Sol não é forte e pode-se ficar o dia na praia sem se queimar.

Este ano foi maravilhoso o clima em Ubatuba.

terça-feira, 30 de julho de 2024

VERSO MUDO

 O poema 

trava feroz combate 

com a frieza humana.


Alça voos de liberdade

diante do Sol da razão. 


Vai em busca 

dos que sofrem, 

dos que choram, 

lhes dá instantes 

de consciência e paz.


Viaja só,  

em espaços pedregosos 

onde o suor do trabalho 

endurece corações, 

o interesse sufoca a paz.


Despede-se das formalidades 

aprofundando saberes. 


Desperta mudos, 

dá luz aos cegos 

santifica as palavras


Muito rejeitado

Pouco acolhido

LIMIAR

Convicto dos meus limites,

amálgama de leve tristeza 

vejo o tempo 

das possibilidades 

despedir-se.


Desconto 

os sonhos suspensos 

de suas ambições, 

até esquecê-los.


Aceito o desfecho fugaz 

de algo que se desfaz.


Olho o instante, 

o agora, 

o outro, 

e me pergunto 

quanto me resta. 

CONSTRUÇÃO

 Eu tenho 

um caminho.


Névoas 

podem estar 

obstruindo 

a vista 

à frente. 


Não é onde irei chegar, 

mas como  caminho. 


O fim é o fim, 

não se sabe 

como será.  


Sei onde ponho os pés, 

sei das palavras 

que saem da boca, 

sei o que vejo.


Presto muita atenção 

em tudo 

o que falam 

e fazem.


Choro e sorrio 

pelos povos 

que se espalham.


Volto-me contra 

os opressores 

de toda ordem, 

vazios e falsos


Identifico níveis 

de sinceridade, 

porque o Sol, 

as dificuldades 

também moldam.


Não espero 

um mundo novo, 

construo.


Tudo é novo 

para ser mantido, 

ser mudado. 


Tudo é novo 

para ser descoberto, 

e amado.

segunda-feira, 29 de julho de 2024

COLETA DE EXAMES


julho 29, 2024

 Coletavam letras 

com sangue 

fora dos padrões 

aceitáveis.

Recusavam seguir 

retilíneos, 

escapavam 

pelas encostas 

dos pensamentos.

Vasculhavam  

com densitometria 

poética, 

onde a razão 

deixa escapar 

sentidos novos 

não previstos.

O Raio X identificava 

palavras calcificadas 

abaixo da epiderme,  

tímidas de exposição,

envergonhadas. 

Alterava

a pressão arterial 

impunha novas rimas, 

Sonetos extintos,

decassílabos heroicos, 

haikais de perdição. 

Aguarda o diagnóstico 

supremo do livro, 

lido e mastigado.

sexta-feira, 26 de julho de 2024

ATÉ

Sequei...

Ficarei um tempo 

com meu vazio

Não me procurem, 

poderão decepcionar-se.


Estou cheio 

de quinquilharias 

dependuradas 

na cabeça. 


Vou fechar-me 

no quarto, 

fechar os olhos, 

esconder-me 

debaixo do lençol. 


Não quero ver ninguém. 


Não me liguem, 

não atenderei.


Não sei quando volto.


Tenho um cansaço 

de tudo e todos,

até de mim, 

de como sou.


Nos vemos 

a qualquer 

momento, 

não sei quando.


Então, até qualquer hora.



TRAJETO

O que está 

à frente, 

não sei...

Sei que estou seguindo.


Aonde irá dar, 

desconheço...

Conheço meus passos.


Em que momento 

encontrarei descanso...

uma incógnita.

Fico descontando 

sempre esta possibilidade. 


De alguma forma calculo, 

de alguma forma...

As vezes acerto, 

outras tantas espero. 


Vejo uma construção 

sendo feita...

Desconheço 

no que resultará.


Apenas acrescento 

tijolo sobre tijolo.












RECADO

Vou deixar 

um recado 

para você 

e espero 

que leia:


Não se esqueça 

de dizer,

para não 

ser lembrado 

ter esquecido.


Nem aumente

o que dizer, 

para não tornar 

a mensagem

mais importante 

do que é. 


Preserve 

o sentido 

estrito,

não atrase, 

perde a validade.


Seja sereno 

sem expressividade, 

para as palavras 

serem consideradas 

na devida medida.


Saia logo 

sem nada 

comentar, 

você apenas 

passou o recado.


Caso consultado, 

não extrapole 

o tema tratado, 

mas reafirme 

a mesma tonalidade.


Seja 

o passador 

do recado, 

entre um emissor 

e um receptor.


Agora, 

que o recado

foi passado 

espero que possamos 

incorporar 

outras dimensões 

neste formato,

estar sempre 

no meio campo 

da vida, 

protagonistas 

da simplicidade.


Recado dado.


quinta-feira, 25 de julho de 2024

RITMO FINAL


RITMO FINAL


Os nomes estão desaparecendo...


não é demérito, 


mas um círculo restrito 


de pessoas


se assenhora 


sobre tudo.



As relações vão se reduzindo...


não deixam sua importância, 


a razão de ser 


diminui.



Os acontecimentos são alguns...


em vista de tantos, 


mas é preciso concentrar 


as energias restantes 


no mais importante.



O amor toma novos contornos...


não é perda de tônus...


mas descobertas criativas 


inusitadas, 


suprem, 


surpreendem.



As atividades 


assumem transcendência...


ainda que muitas necessárias, 


poucas adquirem importância 


final, 


conclusiva. 



O tempo 


perde planejamento...


nada contra 


decidir antes...


mas o tempo 


está se esgotando, 


convida apreciar 


o dia a dia, 


simplesmente. 



A comunicação 


diminui a exterioridade...


mantém aquelas importantes 


busca a essência, 


fuga da superfície, 


sim sim não não.



Há um aproveitamento 

geral especial, 

com desprendimento 

dosado, 

comedido, 

forma de corresponder 

às exigências

 mais urgentes

quarta-feira, 24 de julho de 2024

A PAZ

Apascentar a vida 

no caminho.

Saber identificar 

o principal.


Livrar-se do acessório.

Sentir-se livre 

apesar das injustiças, 

domínio de si.


Estar desarmado,

apreciar o belo.


Reconhecer o poder 

do argumento 

como instrumento 

de convencimento.


Estar fincado no justo,

reconhecer 

a necessidade 

dos pequenos.


Mais sorrir, 

também chorar.


Tomar sempre 

a iniciativa 

da reconciliação,

reconhecer erros.


Saber-se falho, 

ser franco,

fraterno,

solidário.


Andar junto,

interessar-se 

por soluções 

em todas 

as áreas 

.

Descobrir 

os diversos 

níveis 

do amor.


Tirar lições 

para reconhecer 

dimensões de paz.


Conseguir perceber 

a paz 

que transcende 

o mundo, 

dificil,

mas acessível 


Ter abertura 

para tudo 

sem preconceitos.

terça-feira, 23 de julho de 2024

FECHAR O TEMPO

Interromper agora

O que vem acontecendo...


É preciso mudar tudo.


Dar um grande basta.


Todas as dores se aliam

irracionais

num grito 

proscrito.


Porque a ordem 

é morte

o poder

é morte.








SOBRE A VERDADE


julho 23, 2024


A verdade dói, 


quisera não dizê-la. 


Calar-me?


Não posso.  


A maioria não suporta. 


A verdade exclui 


seus defensores, 


mata-os.


A verdade 


se afirma 


como necessidade 


de consciência, 


livra do padecimento 


coletivo, 


prisioneiro.


A verdade 


não tem hora 


nem lugar, 


embora desejem 


acorrentá-la 


num tempo determinado, 


em lugar seguro.


A verdade 


nunca estará segura, 


porque atinge 


o centro do poder, 


estará sempre 


em risco.


A verdade 


não tem limites, 


mexe e remexe 


estruturas individuais 


e coletivas, 


incluindo 


quem a proclama.


A verdade 


não pede licença,  


por mais suave 


que possa 


tentar parecer, 


sempre fará o mau 


sentir-se ofendido, 


com ódio.


A verdade 


não consegue 


esconder-se, 


ainda que tentem 


deixá-la 


do lado de fora.


A verdade 


mora no mais profundo 


do coração do homem 


e da mulher, 


às  vezes adormecida, 


outras vezes confusa 


diante de tantas falsidades.


A verdade 


é limpa, 


direta; 


não precisa 


de penduricalhos 


para se expressar.


A verdade é sã, 


sadia; 


está ligada 


a natureza 


plena do ser.


A verdade 


é realizante,  


mesmo perseguida, 


contradição 


inerente,


obrigatória.


A verdade 


não dorme. 


Quem dorme 


é o ser humano.

Segunda 23/07/2024


 Saí a noitinha para ir à  missa em Ubatuba. O Sol já vai alto, os sonhos adormecem. Caio na realidade da vida, sem disfarces. Os fechados ligo aparecem, casmurros. Os alegres passam como os passarinhos, cantando e dancando entre galhos.

Fui à missa das 07H00. Cheguei com a Igreja Ainda escura, e a equipe responsável pela preparação da celebração desmontava os equipamentos da Festa do Divino que encerrou. 

Assim, cada missa acrescenta um pouco de esperança num mundo melhor apesar das guerras e das devastadores.

Vamos amanhecer com esperança na paz e na justiça para todos.


segunda-feira, 22 de julho de 2024

PORTAS FECHADAS

Ainda passo 

tranca nas portas,

Ainda tenho 

medo do homem.


A noite 

desvenda 

relações,

expõe 

a realidade 

íntima 

da descrença.


Crença na descrença.


A distância sempre dói.


Os inodoros são os que mais doem...

depois, os que apreciam a inimizade,

Por fim os que perseguem, os maus.


Existe toda sorte de trancas de porta 


Não tenho medidas 

para tornar-me

aceito, 

desregrado 

que sou.


Como podem 

acreditar em mim? 

Fecham os cadeados...


À noite fogem 

os cavalos alados 

dos estábulos 

diurnos,

aboliram  

os dentes.


Revelam 

os desaparecidos

fortuitos:

temperamentos,

e ideologias

sobrepostos 

à razão,

ao sentimento,

produzem muros 

intransponíveis.


Medidas 

definidas

definham;

surpreende

sua volatilidade:

extrema intimidade, 

extrema estranheza.


Uma estrela cadente 

contou-me o mito 

do desejo suspenso:

Está posto 

na falta 

de crença 

em si, 

depois, 

nos outros.


A tranca na porta...


Ninguém entra,

Ninguém sai.


Vulneráveis 

fraquezas 

corroem mitos, 

desabam edificacões.


Se soubessem 

ser fracos,

a verdade humana...


Mas não!


Trancam a vida.

METALINGUAGEM POÉTICA

Ando esquecido 

a ponto 

de não lembrar 

o que escrevo;

sempre descubro 

quando leio.


Versos 

assediam 

a realidade,

escapam 

nos dedos 

de aurora, 

por-se tardio

do pensar,

voo proscrito 

na racionalidade 

incapaz. 


Vou bater 

outra vez, 

e outra , 

outra mais, 

até abrir-se

a primeira porta, 

quem sabe, 

a segunda, 

a terceira, 

se tanto,

regato esquecido 

nas pradarias, 

enquanto 

escalamos 

monumentos.


Quem te força 

as prisões 

geométricas,  

impede beijos, 

arranca teus ouvidos 

dos timbres inaudíveis?


Desperte 

completo

das ocultas 

escuridões,

onde vozes 

profundas

confundem 

fundem,

fundam,

metalinguagem 

poética. 



domingo, 21 de julho de 2024

Ubatuba: Sol e vento frio

 A partir de maio, a cidade de Ubatuba, no litoral norte do Estado de São Paulo, tem vivido uma situação de frio mais intenso.

Em junho vivemos o melhor clima do ano na cidade: um Sol que não queima, durante o dia, e um frio à noite, que nos convida a puxar um cobertor na cama.

Hoje, domingo, encerrou a tradicional Festa do Divino, com procissão, missa e festa no entorno da Matriz da Exaltação da Santa Cruz.

As famílias saíram para as ruas, porque, embora tenha um Sol muito agradável,  concomitantemente vem um constante vento frio.

Então é melhor sair para esquentar um pouco.

O bom observador notará que, no mar há muitos barcos à vela, porque venta bastante.

Vi, da praia, alguns peixes saltando fora d'água. 

Pela manhã levei sanduíches para moradores e rua, mas sempre é insuficiente, e por vezes recuso ajudar,porque grade é a demanda. Contradição que me acompanha.

Que a população brasileira rompa a insensibilidade e resolva os problemas sociais que afetam nossa vida.

É o que desejo.


Passarinho errante

Não foram palavras

Nem reflexões. 

Simplesmente pousei  

na tua vida, 

com o Sol despertando.


Estava laranja  

pelos lados 

do horizonte.


Observei 

teu voo casual, 

como inclinava-se 

suavemente 

no céu frio.


Balancei 

as asas 

aprumei o corpo.


Deixei 

escapar leve 

grunhido, 

mostrar 

o apetite, 

como te sigo 

majestosa.


Voo errante 

entre galhos 

à procura 

da passarinha

que voa solta.


Voar é tudo!

Descobrir-te é viver!


sábado, 20 de julho de 2024

sexta-feira, 19 de julho de 2024

A DESCOBERTA DA INÚTILIDADE

 Tudo inútil!

Tudo inútil!


Somos incapazes de amar!

Somos duros de coração,

como Somos.


Incapazes de quebrar 

o grilhões de atividades inúteis 

que nos ocupam durante todo dia.


Não fazemos o principal.

Acumulamos erros sobre erros, 

e pior, os esquecemos.

Acostumamo-nos com nossos erros.

Pobres de nós,  

pobres dos que convivem conosco.


Pensamos em liberdade, 

mas somos prisioneiros.


Pensamos em fraternidade, 

mas continuamos egoístas. 


Para ser feliz de verdade, 

para ter amor de verdade, 

é preciso muito mais 

que uma decisão pessoal.


É preciso saber 

como é o amor verdadeiro, 

como é a verdadeira liberdade.


Ela ultrapassa sonhos partidários, 

é  muito mais profunda.


Jesus Cristo foi desfigurado 

vem sendo vendido 

a preço de dízimos 

que enriquecem alguns 

empobrecem muitos.


Ele que abriu mão de tudo, 

para expos a verdade, 

escondida pelos poderosos 

de seu tempo,

e por isso 

foi perseguido e morto.


Ele sabe como é o amor

a ponto de personificar

o amor.


Está fidelidade à verdade e ao amor

Lhe dez vencer a morte, 

podendo ser encontrado ainda hoje

se houver uma decisão,

íntima e pessoal 

de qualquer um para isso.


Ele nos convida 

a fazer este desafio 

de transformar-se 

para os outros,

abrir mão de si


Ele que é desprezado 

por uns 

e desfigurado por outros.



Sniper Poético

Busco versos 

fixos 

na mira 

da palavra.


Procuro 

elevações 

onde avisto 

opressores 

distraídos.


Recito 

um tiro 

gráfico,

mais ronco

que rimas.


Atiro versos

proibidos

ecoam 

na multidão 


Os normais 

estão aí, 

defendendo 

figuras geométricas, 

prisões formais.


Minha arma 

é a palavra.

Minha palavra 

é vida.

Minha vida,

abundância 

sem fim.


Meu poema 

explode 

pensamentos



COMPLEXIDADE

 O coração 

transcende, 

a letra 

é laica, 

a boca 

carnal.


A língua 

descobre 

cardumes 

afogados, 

fugidios, 

desvenda 

enigmas 

gráficos, 

cala-se.


Os olhos 

vasculham 

enquanto 

desnudam-se, 

deixam escapar 

soslaios, 

ocultam-se.


Estão 

antes 

das palavras.


Todos 

erguem juntos 

um monumento 

à ambiguidade, 

definitivamente 

indefinido.


Inexplicável 

combinação 

humana 

incapaz 

de conhecer-se


Caminha 

interrompe,

desvia.

para, 

retoma,

segue.



quinta-feira, 18 de julho de 2024

MORTE QUE NAO MORRE



A morte não impede o mundo de continuar como se ela não houvesse acontecido. Morte que morre e não morre. Vida que nunca morre, esconde a morte, eterna.

Deificação da falsidade da vida

Seguimos morrendo escondidos da morte, seguimos um caminho que pensamos atingir um fim. Mas o fim é a morte.

O FUTEBOL GUERRA

 O mundo violento que vivemos vai avançando cada vez mais, para novas áreas da vida e das culturas nacionais.

A natureza humana sempre foi e está cada vez mais violenta e bélica. 

Até no futebol foi incorporado este belicismo: Faltas antes apitadas, hoje são normais. 

É o futebol guerra, que desprezávamos com nosso futebol arte. 

E hoje não temos nem arte nem guerra, mas uma profunda descaracterização  da personaludade nacional.

É o neofascismo está por trás disto tudo.

A campanha contra a copa no Brasil foi o start,  para ser meio americanófilo. 

Veja o futebol argentino, e o cântico no ônibus depois de conquistado o título das Américas.

 Com Millei defendendo o racismo inerente ao país. 

É algo que está permeando todas as áreas. 

Merece um bom debate. 

Caminhamos para o fascismo. 

Trump como "vítima protegida por Deus" abrirá muitas portas ao fascismo mundial. 

Como forma de restaurar o mundo unipolar.

terça-feira, 16 de julho de 2024

MUNDO CÃO

 Mundo cão!

Mundo de opressores 

sentem-se à vontade 

para oprimir sem limites. 


Mundo de oprimidos 

desorganizados 

só agem 

quando tudo 

parece finalmente 

perdido.


Mundo das grandes misérias. 

Misérias de toda ordem, 

da fome infinita 

que atinge toda a casa, 

até a profunda 

ignorância de si mesmo.


Mundo de desamor, 

de perseguição ao amor 

como solução.


Mundo de imensos muros, 

intransponíveis, 

de classe, 

raça, 

cor, 

sexo, 

poder. 


Uns do lado de lá, 

outros de cá.


Mundo do meio ambiente destruído, 

da voracidade destruidora,

da ganância doentia.


Mundo de berros 

e grandes silêncios.


Mundo perdido. 


Uma grande faxina 

é necessária 

nisto tudo.

 

Que atinja tudo 

o que fede e suja 

a humanidade

de sua fraterna 

convivência

e inverta os sentidos

ao avesso do avesso,

Abaixo a opressão,

acima o oprimido,


O FRIO DA MADRUGADA E O POVO DE RUA

Quem ouve os clamores do povo de rua, em suas dificuldades?

As autoridades? 

Prefeitura, Câmara, Judiciário? 

Estão todos entretidos com "suas imensas responsabilidades".

O comércio? 

O povo de rua não compra roupas, nem comida, nem sapatos, nem casas... ao contrário, consideram que o povo de rua lhes prejudica a imagem de atração para seus pontos de comércio.

Os moradores? 

Acham que eles não são confiáveis, que ali tem muitos que roubam e são drogados, ou pertencem a facções criminosas...

Hoje, saindo para a missa da 07H00 , no frio forte que fez esta noite, vi um morador de rua dormindo sobre um papelão, sem nenhuma coberta, apenas uma camisa leve e uma calça que ia até o joelho, eu que dormira com cobertas, e até o meu cachorro dormiu bem protegido.

Mais tarde, entreguei os sanduiches que a Margarida fez para eles, 8 no total. 

Coincidentemente eram 8 pessoas ali presentes na praça próxima a rodoviária. 

A matemática divina já prepara a quantidade antes,

Ali entreguei o pouco alimento que tinha.

Estavam bebendo pinga 51, naquelas garrafinhas pequenas, de plástico.

Como posso recriminar alguém por beber uma pinga, num frio destes?

Um deles me abordou e perguntou quando eu traria de novo comida? 

Respondi que fazia sanduiches umas três vezes por semana, e que me considerava um limitado, que poderia fazer mais. 

Reclamaram que o pior para eles era aos domingos, porque no domingo tudo está fechado e eles não conseguem nada por ali, nestes dias.

Outro, de nome Claiton, chegou perto e me disse que ontem, dia 15/ 07 fora seu aniversário. 

Tinha feito 41 anos. Com a voz embargada, quase chorando disse:

Meus amigos fizeram uma pequena festa para mim ontem, pelo meu aniversário. 

Minha família não fazia isto para mim.

Muito triste.

Coloquei uma reflexão do evangelho de João, sobre a mulher adúltera. 

Coincidentemente haviam 2 mulheres no grupo. 

Lembrei-as do machismo judaico, que Jesus repele, e exalta as mulheres:

Quem te condena? Ela não vê mais ninguém por ali e diz:

Ninguém. 

Jesus complementa:

Nem eu.

As duas mulheres prestaram muita atenção

Refletimos como Jesus quebra o machismo dos fariseus e restaura a dignidade da mulher. 

Depois de conversarmos, vi como são mais cheios de fé do que muitos fiéis que frequentam as igrejas, eles que quase não vão a estes lugares, principalmente por discriminação, por não serem bem recebidos.

Voltei para casa de bike, meditando as palavras deles, com a importância dos evangelhos.

Jesus Cristo era como eles, um errante, que percorria os vilarejos da Galileia.

Sigamos na luta pelos pequenos, os esquecidos deste mundo.


 

segunda-feira, 15 de julho de 2024

ACONTECE.

O que faço 

do passado 

pecado

que aflora...


O que faço 

do futuro 

obscuro, 

que assombra...


Invadem 

o presente, 

perduram,

abatem o tempo.


O grito,

resposta 

velada:

velhos fatos 

continuam,

suspiro 

que expiro,

desconhece sonhos.


Saber

à beira de tudo,

deixa que siga 

pequena história, 

de risos e prantos, 

porta aberta 

ao que acontece.

DOMÍNIO

 Tudo ocupa!

Tudo ocupa!


Não sobra 

tempo 

para nada.


Sobro 

em tudo 

e luto

contudo

em luto.


Nada, 

é espaço vazio

é inusitado, 

desconhecido. 


Quem sabe 

o nada 

traga o tudo?


No tudo 

que aprisiona, 

paira 

uma vaga 

impressão 

de insuficiência, 

impotência.


Descubro 

a vaicidade 

da vida,

entretém-se  

insatisfeita,

tomando 

e ocupando...


Ocupa tudo.


Vou esconder-me

no nada,

para ver 

se encontro 

algo ou alguém 

também foragido,

de tudo.

 

domingo, 14 de julho de 2024

SER ALGUÉM...

 Esperas ser alguém?

Quem espera quem?


Porquê antes 

é preciso 

já estar presente...

não se espera. 


Não há mais 

tempo de espera. 

Tudo corre, 

corre muito depressa,  

muito rápido. 


Não se espera mais, 

não dá tempo. 

Não se deixa 

mais escorrer o tempo, 

porque tudo 

vai se tornando 

logo inútil, 

pede outra coisa.

O tempo 

é de correr 

para se poder 

esperar ser alguém, 

alguém que não é,  

porque também 

muito deste tudo 

não tem sentido.

O POVO DE RUA DE UBATUBA

 Nos feriados, a cidade de Ubatuba dobra o seu número de habitantes.

Quando isso acontece, logo retiram os moradores em situação de rua, de seus locais, porque consideram que estes prejudicam a "imagem" da cidade.

A questão é que os moradores de rua somente são lembrados quando são considerados prejudiciais à cidade.

Não existe em Ubatuba uma política de valorização do povo de rua, capaz de diagnosticar o que impede eles de encontrar saídas dignas para suas vidas.

Não existe sequer um local de acolhimento que lhes garanta um banho, uma refeição e uma cama.

Saio toda semana para levar comida e conversar com eles. 

Alguns querem voltar a trabalhar, mas encontram dificuldade em conseguir, tão logo sabem que eles vivem na rua e não possuem moradia fixa.

Outros tem claro problema físico que lhes impede mobilidade.

Outros ainda, convivem com drogas legais e ilegais. 

O rol de causas que levaram a pessoa viver na rua é imenso, e para cada caso deve haver um encaminhamento de solução. 

Surpreendo-me com a quantidade de pessoas da sociedade e até das igrejas locais que possuem visão preconceituosa contra estes cidadãos de rua.

Pensam em expulsá-los como solução. 

Este ano haverá eleição para a prefeitura de Ubatuba.

Precisamos construir um projeto para esta população, que resolva parte deste problema estrutural, no que tange à Ubatuba, contemplando todos os atores envolvidos, em suas expectativas.

Vamos nos movimentar para que esta pauta seja incluída e respeitada.


sexta-feira, 12 de julho de 2024

DESCRIMINILIZAÇÃO DA POESIA


Existe uma quantidade
limite de poemas
a ser lido.
Não pode
ser fora de horário.
Obrigatório
certo isolamento,
exige
concentração
meditação.
Nao aceita
ambientes
dispersivos.
Não obtém efeito
nos que tem pressa,
não digerem.
Pode deixar
um tempo
de incompreensão,
desdém.
Não pode
ser consumida
em grandes quantidades,
mas pequenas.
Provoca
muito cedo
excesso
de satisfação,
enjoo,
desinteresse,
e posterior perda
de humanidade.
Material perigoso
para os que
nutrem ódio,
quebra
corações duros,
não conseguem
dormir.
Quando utilizado
em quantidades
aceitáveis,
favorece prazer,
aproximações
amorosas,
perigosas
aos bons costumes.
Por fim,
fica decretado
o exílio da poesia
dos meios de
comunicação de massa,
modificam a análise
dos fatos
tornam tudo
muito humano.
Proibida
ser lida
em praças públicas,
muito menos
escolas,
para não gerar
um clima de
esperança.
Fica descriminalizado
parcialmente
o ilícito do poema,
podendo
ser consumido
aos poucos.
para tornar
as pessoas
mais afáveis
Peço vênia
aos leitores
ao apresentar
esta proposta,
deixando a estes
o seu cumprimento.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

TANTO POR DIZER

Tanto por dizer 

que estou junto 

nesta caminhada 

sem pé,  

nem cabeça.  


Dizer para não 

andarmos 

juntos a sós, 

carentes de convivio.


Nosso silêncio 

mata palavras, 

aprisiona pensamentos.


Sobram 

marchas unidas, 

pensamentos únicos. 


Falamos na corda bamba 

até esticar a verdade.

Então sonhamos 

e sonhamos


Alguns vem, 

acreditam no tesouro 

escondido dos maus


Seguem decididos 

construir  o novo, 

rompem seculares grilhões. 


Outros esqueceram-se 

de si mesmos, 

seguem cegos 

um sistema de morte,

distraídos. 


Preciso muito 

falar com você, 

porque sofremos, 

ao estarmos sós. 


 É preciso despertar 

a vida

o amor

experimentar a liberdade, 

juntos, 

nesta caminhada




quarta-feira, 10 de julho de 2024

EXTEMPORÂNEO

  


Meus poemas 

sempre nascem

Nunca terminam.


Meus poemas 

clareiam dias 

passeiam ambulantes 

pelas praças vazias.


Pedem a esmola 

dos corações livres.


Estão sempre incompletos, 

começam porque começam, 

terminam porque terminam.


Como eu 

que só sei 

do agora, 

embora 

arvore algo.


Porque a sequência 

é o sinal, 

e a presença o principal.


Meus poemas 

se arrependem 

às vezes, 

do que dizem, 

muito complexos, 

muito supérfluos. 


Meus poemas silenciam 

os donos da verdade, 

emudecem 

os que não refletem


Passam despercebidos

até algum despertar 

extemporâneo.

MUNDO EM EBULIÇÃO

 O mundo em ebulição. A cada dia novos acontecimentos sobrepõem-se, ora conflitando-se, ora harmonizando. Não há controle da voracidade humana. Muito rapidamente está acontecendo a destruição de imensos ecossistemas, por conta das escolhas nas fáceis e mais devastadoras. As guerras ceifam milhares de pessoas, soldados, idosos, mulheres, crianças. 

Até existem ideais nobres.

 Para justificar mortes?

Exigimos um mundo novo, um homem novo, e uma mulher nova.

Exigimos governos horizontais e não verticais!

Exigimos o fim da exploração do homem pelo homem!

Acima de tudo Exigimos paz agora!

terça-feira, 9 de julho de 2024

CICLO NATURAL

 CICLO NATURAL

Um gota constante
na chuva matinal
desce do telhado,
da casa,
metrônomo
dos dias vãos...

Sonolento ouço,
sonho na alma,
o batimento
das grandes ordens...

Como se pode
marcar tempo
para nada?

Quem domina
afazeres inerentes,
retira o afago matinal
para estabelecer
ordem indesejada?

Há de se combinar
elementos na vida,
os brotos
que rompem a terra,
alcançam o céu,
folhas amarelas

exauridas no chão.

varridas ao final da tarde.

Há de se saudar
este desencontro
permanente,
vida e morte,
que acaricia,
sonhando,
despedindo-se.
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segunda-feira, 8 de julho de 2024

PARALISIA VIRTUAL

 Os heróis estão 

num passado 

distante.


Os olhos do presente 

nos amansaram.


O poder estava ali, 

para ser alcançado, 

tomado.


Hoje 

tudo se desfaz 

nas redes

substitutas

absolutas.


Batalhas domésticas

nos teclados estruturais

tecem abaixo assinados

de toda ordem,

intermináveis.


Adeus às ruas!

Adeus às palavras de ordem!

Adeus aos braços dados!

Adeus aos motins

Adeus às revoluções!


A tela, 

a realidade

O teclado,

 a rua

a digitação,

a passeata.


Substituir o insubstituível!

Não sobra espaço 

para a rua 

para o grito, 

para a luta.


Paralisia virtual!




O TEMPO QUE FOR

O tempo que for...

nada se resolve antes. 


Progressiva

companhia 

da consciência,

nada antecipando, 

nada retardando, 

segue o manso leito 

das solidões 


O amor 

se descobre

irrefletido;

principalmente

se desenvolve,

racional.


Tardio 

abdicar 

da perfeição, 

aceitar 

a fraqueza.


Repensar 

constantemente 

os erros, 

ninguém 

os impede 

de ser livres.


A identidade 

afirma-se

na disputa 

de espaço,  

necessária 

Inflexao,

perde 

a essência, 

desprovida

do tudo.


Seguir  

sem pressa...

deixar 

acontecer 

enquanto 

há caminho,

não se precipita.


Tempo ao tempo,

o tempo que for..






quinta-feira, 4 de julho de 2024

DOR OCULTA

DOR OCULTA

Dorme dor!

Durma neste passado 

que vai se apagando 

devagar...

Que ninguém 

a descubra, 

revele...

Releve,

fique aí 

escondida

de todos,

ninguém 

precisa saber...

Dor antiga, 

às vezes 

se levanta 

sorri,

faz troça

da vida.

Não desperte!

Demoraste a te acalmar

tanto te escondeste.

Durma

este teu 

pranto ruidoso

o tempo 

silencia tudo.

Dor dura,

doída,

inquieta

proibida.

Dor de morte!

Ninguém quer 

que despertes, 

dor...

Cascatinha & Inhana "Meu Primeiro Amor"

PEQUENO RELATO DE MINHA CONVERSÃO AO CRISTIANISMO.

 Antes de mais nada, como tenho muitos amigos agnósticos e ateus de várias matizes, quero pedir-lhes licença para adentrar em seara mística, onde a razão e a fé ora colidem-se, ora harmonizam-se.

Igualmente tenho muitos amigos budistas e islamitas, com quem mantenho fraterna relação de amizade, bem como os irmãos espíritas, espiritualistas, de umbanda, candomblé...

Pensamos diferente, mas estamos juntos. Podemos nos compreender e nos desentender com base  tolerância. 

O que passo a relatar, diz respeito a COMO DEIXEI DE SER UM ATEU CONVICTO E PASSEI A CRER EM JESUS CRISTO SEGUINDO A FÉ CATÓLICA.

Bem, minha mãe Sebastiana Souza Naves era professora primária, católica praticante,  e meu pai, Sólon Fernandes, Juiz de Direito, espírita.

Um sempre respeitou a crença do outro. Não tenho lembrança de dissensões entre ambos,  em nada; muito menos em questões de religião.

Muito ao contrário, ambos festejavam o aniversário de casamento, quando podiam, indo até aparecida do Norte, pernoitando em Aparecida. Acompanhei-os por vezes nestas idas.

Fiz a catequese nos dominicanos, praticamente sem compreender nada. Era um grupo de aproximadamente umas 40 crianças. 

Um dia a catequista perguntou a todos:

Quem acredita em Papai Noel?

Eu fui o único a levantar a mão, e ser motivo de ridículo de todos. Fiquei muito envergonhado...

No dia em que fiz minha primeira comunhão, fui em jejum para a Igreja, conforme habito da época. 

Se foi vertigem por estar com o estômago vazio ou alguma questão maior, não sei, o fato é que tive de sair da Igreja e sentar-me na escada da entrada da mesma, para recompor-me. Guardo sempre uma impressão de que havia algo muito forte ali que me tirou a establidade

Como não entendia o sentido da Eucaristia, a missa, para mim, tinha relevância apenas durante os sermões, como se chamava a Homilia, na época.  

Mamãe ficou viúva em 1960, e foi deixando de ir a igreja com a idade. Meus irmãos pouco se interessavam pela igreja e caminharam para o espiritismo.

Fui o último de casa a frequentar as missas, às vezes para ver as meninas que iam., . até também ir diminuindo a frequência e parar.

Com o colegial e a faculdade de Ciências Sociais, fui me tornando um ateu, achando tudo uma balela a história de religião. 

Mas ao mesmo tempo tive politicamente, uma forte participação junto aos dominicanos, conflito interno intenso. Meu ateísmo tinha uma dor de ver que com a morte eu terminaria. Não aceitava isso. 

Não preciso dizer da minha profunda alegria o dia em que percebi que Deus participava de minha vida

Com 15 anos, assisti o golpe militar de 1964. Com os dominicanos, voltei à igreja. Inesquecível foi a missa da sexta feira santa com Geraldo Vandre.

Posso Dizer que, de uma maneira ou outra Deus não tinha desistido de mim.

Agora encontro pessoal com Deus ainda não tinha acontecido. Isto ficou para 1993, em Recife. Onde trabalhava num centro fabril do grupo Microlite.

A voz do povo diz que as pessoas se convertem pela dor ou pelo amor. 

Isto deixa uma impressão de que Deus pode provocar as dores para fazer as pessoas se converterem, Deus sádico. 

Isto dito, afirmo que uma forte hérnia de disco imobilizou-me totalmente, da cintura para baixo. Era 1993.

Fiquei 15 dias totalmente paralisado, da cintura para baixo. Não sentia as pernas, não andava.

Rastejava-me pelo apartamento..

Pensei que não voltaria mais a andar.

Foi nesta situação que descobri Deus em minha vida. 

Nesta época eu era um ateu convicto.

Havia uma bíblia velha,  guardada sobre o armário do quarto. 

Mesmo sem conseguir andar, pedi a uma das visitas que recebi, que pegasse aquela bíblia. 

Daquele dia em diante peguei a bíblia e comecei a ler o livro de Gênesis. 

Não preciso dizer que li toda a bíblia a partir daquele dia.

O médico, em Recife, onde trabalhava, disse que provavelmente eu teria de fazer uma cirurgia.

Não houve nenhuma ação direta nesta minha relação com o alto, apenas posso dizer que a simples leitura entrou no rol dos fatores que fizeram meus movimentos das pernas irem voltando.

No dia da consulta, o médico disse:

- Então, vamos operar?

E eu respondi:

Olhe doutor...

e levantei--me da cadeira.

Ao ver isto, ele disse que não seria mais necessária a cirurgia,

Passei então a fazer hidroterapia e acupuntura.

Durante a fase final da recuperação foi crescendo em mim a vontade de ir à igreja, num domingo, para agradecer a Deus. 

Até que uma vez me sentindo bem em andar, pus a minha melhor roupa, e fui para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, se não me engano, que fica em Boa Viagem.

A missa era às 10H00, e a igreja esta lotada, sento que tive de permanecer em pé.

A emoção era tão grande que as lágrimas corriam de meus olhos abundantemente.  

Com vergonha de que me vissem assim, ficava enxugando as lágrimas enquanto a missa acontecia.

Assim fiquei até fazer a comunhão.

Ao comungar, aconteceu das lágrimas pararem imediatamente.

Isto me deixou muito intrigado, perguntando comigo mesmo:

Como podem ter terminado as lágrimas assim?

O que tem este pão ?

Vi nisto um grande sinal de Deus para mim.

Não preciso dizer que todas as missas em que ia depois, chorava, e parava o choro quando recebia a Eucaristia.

Ao longo dos anos as lágrimas foram diminuindo, e até hoje, uma pequena lágrima ainda corre em meu rosto.

As lágrimas, entendi serem a saudade de minha alma, de meu ser, do distanciamento que teve por tantos anos.

Bem este é um pequeno relato de minha conversão. 

Não preciso dizer que li a bíblia inteira, pelo menos umas três vezes.

Nunca mais parei de ler e de buscar a Deus. 

Passei por vários movimentos e de todos aproveitei seus carismas.

Hoje, eu e Margarida temos o propósito de levar com frequência comida ao povo de rua aqui em Ubatuba.

Quanto as missa, vou diariamente as 07H00 participar.

Mente quem diz que assistir a missa com frequência não muda nada.

Muda e muito. 

Você passa a conhecer melhor a graça derramada e a transformação é visível .





terça-feira, 2 de julho de 2024

AVIBRÁS PRECISA SER ESTATIZADA

A indústria bélica brasileira é nitidamente insuficiente para atender o seu próprio mercado interno, e poucas são as empresas deste setor no Brasil.

Destaca-se a AVIBRÁS, por ter capacidade de construir veículos de transporte de mísseis.

Ora, tempos atrás a Austrália vinha negociando in off a compra de parte significativa da empresa. Este processo não deu certo por razões econômicas da Austrália.

Em seguida surgiu um consórcio estatal chinês interessado. 

Bastou isto acontecer, para o governo norte americano manifestar sua oposição a venda.

Considero que a AVIBRAS seja uma empresa estratégica brasileira, e para tanto precisa ser ESTATIZADA e incorporada como patrimônio nacional, tendo em vista a segurança do país.

Ubatuba com clima variado

 Mal chegou ou frio, com nuvens densas e cinzas e, de repente volta o céu limpo e o calor. 

Assim está o litoral norte do estado de São Paulo. 

Acordei com o céu limpo. Costumo ir na missa das 07H00 da manhã e vi o dia amanhecendo como se estivesse no outono ou no verão.

O noticiário traz a formação de quadrilha de diretores das lojas Americanas, que sugaram os recursos da empresa e deixaram muitos acionistas na rua da amargura.

A cidade é calma, mas por trás desta calma existe um povo de rua abandonado neste frio.

Assim vamos neste céu de brigadeiro.




segunda-feira, 1 de julho de 2024

INVERNO CHEGOU PRA VALER

Eu, um morador de Ubatuba confirmo. 

Chegou o frio por aqui. 

Enquanto estávamos em maio e junho havia um frio com Sol. 

Podíamos passar o dia na praia, que não nos queimávamos. 

O mar sim, com água mais fria, mas suportável.

Agora não! 

O clima ficou nublado. 

Então buscamos um chá quente, ou um cafezinho para resistir ao frio.

Importante lembrar que Ubatuba tem muitos moradores de rua, que passam muito frio pelas noites afora e não tem o acolhimento necessário da prefeitura local. 

O MUNDO CAMINHA AO FASCISMO?

 Esta é a questão que se coloca hoje em vários lugares do mundo. 

Como pode crescer assim, de forma  até organizada o neofascismo no mundo. 

Estarrecido assistimos a vitória da extrema direita na França. Alemanha, Hungria, Argentina, e pasmem o próprio Estados Unidos da América. 

Sim, a maior nação ocidental está às vésperas de eleger Donald Trump presidente. 

Ele é o incentivador, de todos estes movimentos.

É preciso que os democratas do mundo aprendam rapidamente esta lição e se organizem para defender a democracia, porque esta ainda é a melhor forma de vida social pública que se tem notícia.

É através da democracia que buscaremos resistir a onda nazifascista.

E tenho dito.

FINAL DE NOITE

  Como temos sobrevivido meu amor... um  mundo que não nos entende, nos leva em mar tempestuoso, jogando o barco de um lado ao outro. Queria...