segunda-feira, 22 de julho de 2024

METALINGUAGEM POÉTICA

Ando esquecido 

a ponto 

de não lembrar 

o que escrevo;

sempre descubro 

quando leio.


Versos 

assediam 

a realidade,

escapam 

nos dedos 

de aurora, 

por-se tardio

do pensar,

voo proscrito 

na racionalidade 

incapaz. 


Vou bater 

outra vez, 

e outra , 

outra mais, 

até abrir-se

a primeira porta, 

quem sabe, 

a segunda, 

a terceira, 

se tanto,

regato esquecido 

nas pradarias, 

enquanto 

escalamos 

monumentos.


Quem te força 

as prisões 

geométricas,  

impede beijos, 

arranca teus ouvidos 

dos timbres inaudíveis?


Desperte 

completo

das ocultas 

escuridões,

onde vozes 

profundas

confundem 

fundem,

fundam,

metalinguagem 

poética. 



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