Tudo ocupa!
Tudo ocupa!
Não sobra
tempo
para nada.
Sobro
em tudo
e luto
contudo
em luto.
Nada,
é espaço vazio
é inusitado,
desconhecido.
Quem sabe
o nada
traga o tudo?
No tudo
que aprisiona,
paira
uma vaga
impressão
de insuficiência,
impotência.
Descubro
a vaicidade
da vida,
entretém-se
insatisfeita,
tomando
e ocupando...
Ocupa tudo.
Vou esconder-me
no nada,
para ver
se encontro
algo ou alguém
também foragido,
de tudo.
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