A elite mundial mostrou sua cara pedófila. Só Trump escapou, nao por ser um bom mocinho. Tudo parece ter havido uma ocultação das fotos comprometedoras do presidente norte-americano.
Nada como estar no poder...
...
A elite mundial mostrou sua cara pedófila. Só Trump escapou, nao por ser um bom mocinho. Tudo parece ter havido uma ocultação das fotos comprometedoras do presidente norte-americano.
Nada como estar no poder...
...
Teu sofrimento,
amiga,
ocultas a todos.
Atingiste
a humildade suprema
ao silenciar-se na dor.
Quisera afagar-te de consolos,
curar tuas feridas tão grandes...
não consigo.
Teu tempo encerra-se
sem que alguém perceba.
Teu tempo atinge
uma plenitude contraditória,
supera-se neste pequeno
enlace esquecido.
Possa eu aprender
este ensino derradeiro,
de paz na dor,
encontro transcendente,
verdadeiro
Há um espaço te esperando
e há um tempo propÍcio.
Há um descobrir deste espaço,
e um aproveitar deste tempo.
É um leito para um rio a existir,
um desaguar no mar que é você.
Permita-se!
Há um chamado
clamando,
dentro de ti,
para realizar-se,
ser alguém.
Ninguém é ninguém
Há um você
a ser descoberto
em meio a multidão,
genuino,
só seu.
Há algo para todos
que só você
pode trazer,
segredo civilizatório.
Há uma porção
sua
necessária a todos,
que só você
pode produzir
Subitamente desperto,
afloram-me
conjunturas insolúveis,
fraquezas repetidas,
arrependimentos impenitentes.
Tudo bem desenhado,
diante de mim,
como um filme...
Como se o Altíssimo
fizesse uma desforra
de minhas idiossincrasias,
despejando a um só tempo
um represamento de décadas,
sem alarde,
sem que ninguém ouça,
na alta madrugada.
Quem sabe agora um padre...
e esta fosse
a ocasião propícia
de um confessionário.
Quem sabe,
um momento de oracão
disfarce de lucidez,
onde as grandes nudezes
ficam à vontade
em se expor.
Não sei...
O mundo segue
seu caminho inexorável,
destino de incautos,
enquanto perfilo-me
diante de possibilidades,
sem resolver,
assistindo
De repente,
um desejo
de renovação,
e a noite recebe
pequenas claridades
no horizonte...
Este o pequeno eu,
que desperta à noite,
precisando ser um gigante,
quixotesco e desvalido
(em memória a Álvares de azevedo)
Sou um perdido...
meu caso
não tem solução.
Amo todas as mulheres,
só arranjo confusão.
Desvio o olhar,
como se pudesse
me acalmar...
Qual nada,
mais me desvio,
mais cresce , desconfio
este desvario interesse
febril que me acaba.
A flor do meu jardim,
chama-me sempre
a atencão,
a ela apego-me
como âncora,
desta habitual desatenção...
Assim sigo,
contrariando-me,
pedindo perdão,
tão grandes desejos controlo
deste incontrolável coração
A mansidão dos mar perdoa meus grandes hiatos, quando desapareço de tudo, escondo-me em casa.
De tempos em tempos tenho uma fadiga sistêmica, de excessos de palavras, os compromissos intermináveis, lutas eternas.
A paz torna-se uma obrigatória e autônoma reclusão. Reservo-me o direito de desistir, vez por outra, para manter presente meu eixo.
Minhas convicções também tiram férias.
Não são desistências, é a observação conclusiva no decorrer do tempo, de que certas mudanças ultrapassam meu tempo.
Reclusão estafante, onde meus sonhos, de alguma forma também adormecem.
Vai começar a Campanha da Fraternidade de 2026 - FRATERNIDADE E MORADIA. Cada ano que passa, a Campanha da Fraternidade vai sendo melhor inserida na Igreja no Brasil. Com este tema abre-se a oportunidade de analisarmos todas as vezes em que o tema da moradia aparece nos evangelhos.
Podemos também pensarmos nas políticas públicas de habitação existentes, se são suficientes, se aproveitam o legado já existente de formas de vida atual, enfim muitas alternativas são colocadas.
Nosso país tem um imenso déficit habitacional, que força a população de baixa renda ver nas ocupações a maneira mais rápida de resolver esta situação, ainda que corra riscos de ser expulsa.
Recolho experiências
como quem sempre nasce.
Tudo que é novo
vai sendo guardado
no alforje do coração.
Gera domínio do tempo,
novidades enfraquecidas
no longo convívio.
Trazem lágrimas e dores,
esperanças, sorrisos,
e acasos.
Nunca tem a palavra final,
continua ensinando.
Recolho experiências
como quem morre aos poucos,
quem quer saber(? )
permanecem guardadas...
O mundo corre
sem memórias.
esbarra-se
na mesma
e repetida maré,
lua nova,
oculta.
O caso Epstein, com uma multidão de envolvidos, não é mais um caso entre muitos, mas desvenda até onde vai o chamado sonho americano e o seu "purismo" evangélico, importado por nós no Brasil
A rígida sociedade norte-americana, rígida em todos os aspectos, principalmente o religioso puritano, teve seu ápice de dominação nos anos 50.
(O movimento hippie pode ser considerado um marco na busca da juventude americana, de romper esta falsa moralidade, gerou uma certa liberdade sexual, mas não rompeu os marcos de dominação moral.)
Acrescente-se ao elevado poder patriarcal da classe dominante, um machismo que não enxergou fronteiras legais, utilizou seu poderio para realizar uma verdadeira invasão na ética familiar, com a aquiescência destas, sob um manto de naturalidade. O mundo ocidental fede.
Assim foi que um sem número de meninas foram envolvidas numa trama sexual de poder, abusadas por pedófilos.
A sociedade norte-americana assistiu este fenômeno dando ares de legalidade, por um bom tempo.
O inusitado hoje é a farta documentação que ficou, envolvendo várias celebridades do mundo, nesta transgressão etária destruindo meninas ainda nem jovens, de seus sonhos.
Epstein representa o ponto máximo do machismo, e seu substrato evangélico puritano.
Resta, de sobra, a depravação das elites, tão moralistas.
Hoje, quando o neo fascismo quer retornar ao velho e carcomido sonho americano, expulsando migrantes à força, em nome de algo podre, que escondem, nada como este caso vir à tona, para desmontar a falsidade moralidade americana sendo novamente exportada
Toda rigidez moral, principalmente de cunho religioso, produz uma horda de demônios que tornam-se príncipes e presidentes de países, como estamos vendo, podres, como sempre foram.
O pior é que este exemplo religioso pegou por aqui, enamorado do fascismo bols@#$%^*ta, aumentando em muito o feminicidio em nosso país. A ser melhor estudado.
Ah...o Casanova estava certo...que o Carnaval liberte o povo brasileiro e nos permita encontrar o eixo do amor onde possas expressar-se livremente.
Afinal Deus criou o sexo tambem, não foi o diabo
Não sei por quanto tempo,
sei que continuo aceitando desafios.
Não penso no fim,
tenho um sentido de continuidade,
e uma sensação de incompletude.
Olho as gerações
que se sobrepõem,
com um misto
de tristeza e esperança.
Tristeza,
por não ter passado experiências
que poderiam ser evitadas...
esperanças,
estampadas nas faces,
nos olhares.
Tudo convida a desistir.
Tudo nos faz pensar
que está piorando,
mas ser humano é inesperado,
semore se renovando.
O tempo,
não sei quanto resta ainda,
sei que continuo,
ainda aceito desafios
Ouvidos fazem falta...
guarde um pouco
deles para mim,
mas acrescido da atenção,
não gosto de ralos.
O mundo é feito
de muitas bocas,
e milhares de braços,
mas os ouvidos...
ah os ouvidos,
vivem em degredo permanente,
surdez decidida
de si mesmos,
excesso de ruídos...
Desacreditados ouvidos,
ignorantes ouvidos,
distraídos ouvidos.
Nada reverbera
nestes pavilhões acústicos...
ecoam solitários,
não convertidos
infinito interno do nada.
Gritarei,
gesticularei,
porque ainda existem olhos.
Encontrarei
o timbre adequado
que vibra,
o tímpano...
baterei
o martelo,
a bigorna,
montando palavras
nos estribos,
até atingirem
impulsos nervosos,
e finalmente a consciência.
Quem sabe nos entenderemos...
Algumas perguntas
deixei de formular
por visualizar
portas espessas.
Assim,
os lagos,
a natureza invertida
de seus espelhos
o vento,
ao esconder seu balanço desencontrado,
a chuva,
ao expor o resguardo civilizatório,
o canto dos pássaros
surpreendendo silêncios,
os aromas
inebriando o desmaio dos olfatos
tudo por onde passo
foi adquirindo
naturalidade.
Em consequência,
a beleza de não saber
remeteu-me a uma vida
sem mistérios,
como ela é.
Então cantei
fora de hora,
calado
passeei
extra oficialmente,
divirti-me
como um perseguido,
o seu contido sorriso.
Sem desejar,
apresentou-se a chave
do grande portal,
das novas realidades,
presentes,
paralelas,
longe das puras vigílias,
entranhadas na carne.
O que sou
sempre esteve ali,
encoberto
nas grandes dúvidas
coladas pelo tempo.
5 horas da tarde...
O dia vai
despedindo-se,
nada avisou,
não pediu opinião,
simplesmente
foi esvaindo...
Convida-me
a adormecer,
esquecer
tudo
com seus contudos,
absolvendo dívidas,
resultados sempre parciais,
transferindo expectativas
aos sonhos,
ao amanhã,
ou ao nada,
porque amanhece,
e novamente
novo parece.
Cinco horas da tarde...
Quem sabe um beijo
ainda reste
após o por do Sol...
Quem sabe o dia
não foi em vão
e firmamos
mais e melhor
nossa união,
este misto
de abraços,
viris compassos ...
Seus batimentos,
cinco da tarde,
suas libidos,
meio despertas,
meio adormecidas
tratam-me como
a um louco,
em meus lamentos
Tarde te despedes
em meu apagar
As pessoas passam
pelo meu tempo,
convivem
e desaparecem.
Passo pelo tempo
das pessoas,
convivo
e desapareço.
Estas pessoas
permanecem no tempo,
quando meu hoje
desaparece.
Permaneço no tempo
destas pessoas,
quando seu hoje
desaparece.
Hoje e ontem
o nós está presente
e ausente em mim.
Ontem e hoje
eu estou presente
e ausente no nós.
Carregamos juntos
um tempo
e vários contratempos...
Adquiriam vida
onde os olhos pousavam...
eram como mariposas errantes,
destoantes,
sobre as pedras
Deslisava sobre o caminho,
ingênua
esquecida do chão duro,
maduro,
ressequido.
Abraçava o horizonte intangível,
indiferente,
com suas begônias
penduradas nos atalhos,
aromas proibidos.
Alternava estradas,
golfando ares de misericordia,
ocultando deuses descontentes.
Assim eram
suas instâncias subnutridas,
desconfiadas da memória.
Partiu e nunca mais foi vista...
Permanecerei guardando meus segredos.
Minhas profundidades tornam-se cada vez mais incompreensíveis a mim, quanto mais para as pessoas.
Aperfeiçoo a arte de resguardar experiências e intimidades do julgamento do mundo, devido à crescente distância que foi se estabelecendo ao longo do tempo
Dos carismáticos a importância do Jesus da História, como contraponto da espiritualidade pura; dos que vinculam o Cristo unicamente à dimensão social e politica, o quanto perdem do encontro pessoal.
Confrontam-se, quando poderiam estar unidos na diversidade.
O ódio trazido pelo neo fascismo acabou por formar redes separadas...ação do diabo, certamente
É preciso deixar portas abertas, sem o temor de perder-se
Meus segredos são de toda ordem, místicos, sexuais, morais, culturais, sociais, ecológicos, politicos, literários, pessoais, comunitario, de omissao alienação, acomodação.
Fácil é errar, dificil é avançar na vida mistica...
É segredo que não acaba mais.
De alguns busco esquecer, de outros não consigo divulgar, ainda que deseje...seria ridicularizado.
A consequência é o banimento que me impuzeram ocultamente e depois, ja acostumado à solidão, me faço.
Vou seguindo pela vida como que tem muito a dizer e nao consegue...
Querem que eu morra antes...
agora mesmo,
se pudessem.
Querem que eu permaneça calado
enquanto assisto o teatro de horrores
que fazem com o povo diariamente.
Querem que eu finja
que tudo está bem,
que tudo está em paz.
Querem que eu siga o dia
sem que aconteça nada,
observando feras
alimentando-se enraivecidamente
das presas dilaceradas.
Querem-me com uma
ignorante santidade,
olhar longe da realidade,
pairando ermo pelas ruas,
distraído de tudo.
Querem-me assim
todos os dias,
sempre,
até não aguentar mais,
e enlouquecer...
Vejo meus tropeços repetirem-se
nas gerações mais novas.
Invade-me a melancolia do desavisar,
tão vulgar,
e tão necessário alertar,
incapaz que sou.
As virtudes,
que são poucas,
não as vejo reconhecidas...
há um orgulho humano oculto,
em esconder
o que admiramos,
pouco admitido,
confronto de egos,
bem real.
O que se dá
de ser sempre bem aceito,
está em apresentar-nos medianos,
nem altares,
nem sarjetas.
Assim,
não se sobressai,
nem se contrai,
permanece na média...
Fico na média persistência...
Rotinas persistem na demora...
é preciso saber
a hora de ir embora...
dar importância ao viver
Servir ou viver?
servir ou viver?
Pêndulo estatico,
enigmático...
Quando tudo é igual,
quando tudo perde o sal,
é preciso romper,
ser desigual
Não bastam mais sonhos,
não são suficientes
leitos mansos,
sem recuos,
avanços...
Romper dói,
romper é inseguro,
caminho que se constrói,
contra a vontade dos muros.
Urge
desaparecer para ser,
urge
fazer valer o viver.
Opiniões não faltam,
todos acabam por dar,
os dias passam rápido,
não há mais como aguardar...
Vem tempo, e já chegou,
o mal não mais se cura
com unguento,
o tempo já passou.
Levanta, abra porta e saia!
A vida
deve ter
valor que valha
corte de navalha,
estrada percorrida!
Travo a batalha
da letra e o coração,
descompasso de linguagens,
de difícil tradução
A palavra viaja
através da razão.
O coração
alaga e seca,
vê e sente;
dimensões que se filtram,
convivem separadamente
A letra pergunta,
se o traduz bem.
O coração sorri...
quem sabe
um canto,
um pranto,
ou mesmo um silêncio
soe melhor...
Enquanto a frase
argumenta
ter tudo
seu devido lugar,
o coração adormece,
nada diz...
manancial
represado.
Vou em equilibrio consciente
limites abrangentes,
em sentenças indigentes,
ao sair da boca,
tentar
O que está faltando
são aquelas palavras
que tem sido guardadas
há um bom tempo,
enquanto as dificuldades aumentam
O que está faltando
são aqueles passos
dados da porta p'ra fora,
sem esconder-se em casa,
ao encontro dos amigos,
compartilhando sofrimentos.8
O que está faltando
é aquele olhar agudo,
transparente,
onde a realidade desnuda-se
sem a dissimulação
que não engana mais.
O que está faltando
são aquelas mãos dadas
diante das dificuldades,
em bloco,
nas ruas
em vez de lamentos solitários.
O que está faltando
é aquela coragem
de se por em prontidão,
e organizar-se
em vez de esconder-se
na covardia do silêncio.
O que está faltando
é você inteiro despertar-se
desta alienação de si
e por-se a campo
na luta por seus direitos.
Todas as manhãs
saio ao jardim,
para ver se encontro
a flor de meus sonhos.
A natureza reserva surpresas...
Nao importa tanto o tempo,
faça chuva ou faça Sol,
abro a porta e saio...
quem sabe ela esteja
hoje ali,
em meu jardim...
Passo meus dias
saindo de casa
em uma busca constante
de uma flor
desabrochada em sonho.
Rego as plantas,
arranco as ervas,
rastelo as folhas secas caídas,
quem sabe em uma manhã alegre
ela surja diante de mim,
me surpreenda...
Conheço o talo que a sustenta,
as cores que escaparam
do pincel de Deus
em suas pétalas
o perfume inebriante
que me aprisiona,
vegetal medusa invertida,
onde minhas pedras
adquirem vida.
Não sei onde dormes,
bela flor,
se ainda és botão
nesta noite escura,
ou te transformaste em mulher,
e deitas à noite ao meu lado,
satisfeita e em paz...
Apenas essa forte sensação,
que estás aí no jardim,
quando saio...
Ai, que meus olhos se dividem,
entre olhar e desviar.
Ai que meus pensamentos
debatem caminhos,
entre o furor da imaginação,
e a apreciação fria
da realidade
Ai que minhas mãos
mal tocam,
sabem o grau
da leveza,
da aridez.
Ai que meus pés
sofrem com os passos,
sejam absortos desregrados,
sejam retilineos compassos...
Ai que tudo termina
em timbre único de voz
por onde esconde-se o corpo.
Ai este despertar noturno,
adormecer diário,
contrário dos contrários,
num mesmo eu
em desatado exílio...
Ai esta desventura organizada,
mal decifra os mortos,
mal sente prazer nos vivos...
Lagrimas guardadas,
escondidos sorrisos,
síntese anômala
de percurso dividido.
O vazio é um scio
de permanente ignorância.
Nunca faz perguntas...
Satisfaz-se com o que há.
Não sabe onde está...
não sabe porque está...
Tem na existência
uma distração de si,
crescimento vegetativo...
Morte antecipada de quem não viveu.
Um vazio permeia a sociedade
pelos tempos afora,
como se ela fosse
sempre embora
de si mesma.
Eu mesmo sofro
surtos do vazio,
invadem meus senões
nas contínuas ausências
de respostas,
ocultas nos sistemas
Eu mesmo sofro
a placidez
da ignorancia...
A humildade esconde-se
sabendo de tudo.
A sala vazia aguarda
importantes visitas,
nunca vem...
Na porta
um silêncio de esperanca...
não se abre.
Tão difíceis passos
que não se dão.
Tempestades ao fundo
clamam por revoluções,
muitas...
A paz distrai
a consciência,
que não dorme,
os jardins
a mantém desperta,
com fortes argumentos.
Os dias passam...
a vida passa...
as dores nunca passam
servem de ervas,
não fluem
desafiam,
impregnadas
ao coração
Do silêncio
afloram intervalos,
abrem compreensões.
Quem chama,
de tão longe,
mal escuto,
tão profundo
escuro de mim?
Aceito-me
Não perca a juventude,
tão furtiva,
deixe-a percorrer as ruas,
enamorar-se pelo caminho.
Ela explode
em cada canto
seu encanto
incontido.
Deixe-a sorrir
gratuita,
inconsciente,
é bela!
Deixe-a perdurar
o quanto possa,
livremente.
Faça dela
um corolário
para a vida,
a ser seguida
por todo
o percurso
O segredo
dos perfumes
é a permanência
da fragrância.
Eu desci de um nada,
quando a noite ia alta.
Foi como se
me descobrisse
em mim,
postumamente,
sentisse um corte
afiado de uma faca...
Depois de tudo assentar-se,
foi possivel perceber
o vazio dos discursos,
as decorações distraídas,
e os lamentos
que se seguiam às dores.
Foi como se a Lua
prendesse a esperança
ereta e profunda
dos casais,
passeasse opaca.
Traguei a fumaça da paz,
baforando nos córregos
do prazer,
rindo da ordem
estabelecida.
Na noite em que a mata
gemia nos lagos
a saudade do coito,
o nada fez reverência
e partiu
O QUE DER E VIER
Vou onde der,
para o que der e vier.
Descobrindo espaços
compartilhando tempos
com os amigos.
A realidade é cruel,
só os amigos confortam
de esperança
em meio a lágrimas.
As ideologias
circunscrevem
ilhas de solidão.
Sigo medindo palavras,
esculpindo ouvidos rochosos,
para ver se atinjo
o discernimento,
nos encontremos.
Vivemos em ilhas restritas,
fáceis de circundar,
as oportunidades são contingentes
O perigo dorme ao lado,
não tem hora de despertar,
está à espreita
de uma oportunidade
distraída.
É preciso seguir adiante,
radiante,
fortalecido
de compreensão e luta.
Porque o mar
não está para peixe,
e o vento sopra onde quer...
Deixei o porto
ainda muito jovem,
com a morte de meu pai.
Mal sabia navegar...
Aprendi cedo
enfrentar tempestades,
sacodem muito.
Soube ver o tempo,
olhar o céu,
entender o calor forte...
a chuva que o acompanha,
o tempo vira...
Vi o mar calmo...
Fui moldando a vida
conforme olhava,
aprendia.
Numa das paragens,
conheci uma companheira
ensinou-me a ponderar decisões,
e a sorrir...
Entreguei-me
e amei.
Percebi que o barco
em alto mar
é só um barco,
em alto mar,
quando se está só
Deixei filhos
por onde passei,
seguiram seus caminhos,
mais alguns conselhos...
não se diz tudo,
nem se aprende tudo,
rica natureza
Enterrei um,
experimentei o sabor
do naufrágio.
Em meio a noite,
boiando entre vagas,
vi um pequeno barco,
e seu pescador,
segurando uma lamparina,
dizendo:
- Lança-te!
Experimentei Deus no mar...
Sobrevivi em ilhas,
não completam...
Hoje,
porto seguro,
passo o tempo
carregando e descarregando
mercadorias.
Nada é maior ou menor
no que se faz
É preciso provimento,
para alcançar
um novo mundo,
uma vela aberta
e sonhos.
Que um dia
possa também
velejar nas nuvens,
atingir o céu profundo,
visitar estrelas,
mais que um ponto a nortear
este velho pescador
Tenho um coração
escondido
em um vilarejo,
no mais profundo
interior do meu país.
Este coração
se esconde
das cidades...
não tem mais idade
para ocupações inúteis.
Canta uma modinha
escondidinha,
um versinho,
guardado,
sem recitar,
de vergonha,
observando
alguma moça,
passeando solta,
.
Meu coração
chora muito
quando na estrada,
vê um vilarejo,
perto da roça,
se vê aí escondido
Comporta
uma vida simples,
escondidinha,
longe...
das grandes cidades,
quer amor,
cana
e farinha.
A elite mundial mostrou sua cara pedófila. Só Trump escapou, nao por ser um bom mocinho. Tudo parece ter havido uma ocultação das fotos co...