segunda-feira, 25 de agosto de 2025

AGUARDANDO...

 


Escapaste outra vez...


Sempre que a tenho por perto, 

me escapas, 

borboleta azul celeste 

destas terras áridas.


Esguia, 

adormeces a eternidade 

das minhas ansiedades...

despertas tarde demais, 

quando o Sol resseca desejos.


És a ingenuidade no mundo, 

distração do mal...


Crês nos campos de lírios, 

abertos para o amor...


Toco a flauta baixinho, 

quem sabe ouças, 

inclua o chamar 

nos teus sonhos 

embalados de esquecimento.


Os dias vão contados 

em segmentos 

santos e profanos 

de tuas marés, 

e distante, aguardo 

o despertar ...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A JANELA DO FINAL DA RUA

  Havia uma janela na casa do final da rua onde eu vivia Nela morava um velho... Pela manhã ficava aberta.. Quem passava podia ver um grande...