segunda-feira, 18 de agosto de 2025

MARÉS

  


Não percebo mudanças 

um dia após outro. 


A consciência ignora 

seu progresso inconsciente.


Me vejo 

muitas vezes estático,

repetitivo.


As noites lançam 

estas luzes ocultas 

dos escuros dias.


Talvez alguns anos 

mostrem diferenças...


Seguimos no lusco-fusco, 

meio às apalpadelas 

de quem somos, 

onde estamos, 

o que queremos, 

para onde vamos...


Do passado distante 

até me esqueço, 

e surpreendo-me 

quando citam algo que fiz. 


Consinto assim 

fingido de mim.


Meu ser passeia no tempo 

como as marés...

vai e volta, 

vai e volta...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A JANELA DO FINAL DA RUA

  Havia uma janela na casa do final da rua onde eu vivia Nela morava um velho... Pela manhã ficava aberta.. Quem passava podia ver um grande...