segunda-feira, 11 de agosto de 2025

BAGAGEM

Bagagem oculta,

sombra insepulta

de conhecimento e experiência

no caminhar distante...


Tolera, afaga, compreende...

Indigna-se, revolta-se, repreende...


Veste-se de nudez e transgressão

cobre-se de formalismos obrigatórios

diverte-se enquanto vê.


Percorre os labirintos da ordem

que dá em nada,

como um passeio com o cachorro 

no final das tardes.


Encontra as palavras certas

no emaranhado da sobrevivência, 

como oportunidade de paz e conforto...


Depois chora o grande desperdício 

de nós mesmos, 

desatentos e perdidos, 

caça louca de enredos

sem fim. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A JANELA DO FINAL DA RUA

  Havia uma janela na casa do final da rua onde eu vivia Nela morava um velho... Pela manhã ficava aberta.. Quem passava podia ver um grande...