quinta-feira, 14 de março de 2024

INCOMPLETOS

 


Nunca chego ao ponto

encerro antes

desenterro depois.


Os dias passam

aguardam superações

nunca terminam


Encaro o escrito

como a um morto

a ser revivido.


Está lá, 

esperando perfeição

ajuste do texto

quase pronto

antes da forma final.


Pouco se cria

poucas obras primas.


Se continuo 

arrependo-me,

sobra tão pouco.


Se fosse 

mais sintético 

pouparia palavras

para não ferir

o senso crítico.


Questiono 

o que escrevo,

insatisfeito.


Compreendo 

o silêncio

do leitor

seu respeito

ansiedade frustrada,

envergonho-me

pela imperfeição

contínua .


Pouco se cria

poucas obras primas.

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