Admiro a liberdade das nuvens, caminham paradas, visitam novas paisagens, revestem-se de formas novas, depois dispersam, misturam-se aos elementos, integradas. À beira dos grandes rios, entretém-me as águas caudalosas passam em mansidão constante, nem sei como se formam, crescem em volume, onde se dispersam, se no mar, grandes lagos... Detenho-me diante de elevadas montanhas, despertam desafios, olhares superiores, convidam a escalar encostas perigosas, reentrâncias novas reconhecer a pequenez. Diante do mar vasto perco a vista, distante da realidade, próxima do sonho, convida mergulhar o desconhecido desafiar. Atraem-me as grandes multidões, suas múltiplas direções, não sabem o que fazem porque fazem, sobrevivem em trajetos preestabelecidos. Sou nuvens, sou rios, elevadas montanhas, mar vasto, espalho-me a sonhar, costurado em gr...