TEIAS DA VIDA
Nos encontros
das paredes
elas armam
suas teias
e esperam...
Fingem
não estar lá.
Aguardam
os ávidos
por visitar
ambientes,
os distraídos,
os afobados.
A espera
é tão grande
a fome tanta,
que envelopam
os enredados
e provisionam.
Costumo chamá-las
de Nininha,
porque são membros
da casa.
Respeito-as
em sua ferocidade
e surpresa,
eu,
tão distraído
e preso.
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