segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Os reis da consciência, e a consciência provada.




A consciência é a descoberta da verdade pela pessoa.

É quando o homem e a mulher atingem um grau de conhecimento filosófico, teológico, político, técnico, e experiências práticas em família, trabalho, comunidades, partidos, igrejas, que os capacitam a explicar cada vez de forma mais profunda, a realidade que os cercam.

As pessoas não possuem consciências iguais, mas variadas, a respeito das situações em que se debruçam, ora concordando aqui, ora discordando ali.

Posto isto, vem a questão da tipologia das consciências.

Existem tipos de consciência que podemos dizer padronizadas?

Penso que sim, senão minha própria consciência estaria limitada em sua observação.

Outro aspecto é o da transformação da consciência no tempo e no espaço, mas este deixo para outra ocasião.

Então, vamos lá:

Existe a consciência vendida, a consciência caxias, a consciência prussiana, a consciência flexível a toda prova, e a consciência prática.

Hoje quero meditar especificamente sobre a consciência prussiana, e a flexível a toda prova.

Uma é antagônica da outra.

É pela consciência que muitos estabelecem amizades, relações, convivência, principalmente aqueles que seguem a chamada consciência prussiana.

O consciente prussiano tem uma rigidez de consciência.

Não tolera que alguém saia de seus preceitos, que são em última análise, os "verdadeiros".

Para se conversar com uma pessoa assim, ou se adere prontamente aos seus conceitos, ou será desconsiderado pura e simplesmente, tornando esta relação muito difícil de ser mantida.

O consciente prussiano tende ao fanatismo, e aparentemente não passou ainda por suficientes experiências que pusessem a prova seus conceitos.

Já aquele que possui a consciência flexível, tem nos seus conceitos de verdade um norte de ação, mas é capaz de adequá-los diante das circunstâncias, tendo em vista o horizonte distante a ser alcançado.

Já convivi com pessoas inflexíveis na vida, e em boa parte sofri com elas.

São intolerantes, vaidosas, infladas, presunçosas.

Na realidade estas pessoas, e aqui vou dizer uma opinião particular baseada em minha experiência pessoal, não possuem toda esta consciência que dizem ter, mas escondem-se por trás da suposta verdade, como uma defesa de suas fragilidades.

Estou sempre aguardando que um choque térmico possa dar fim a este tipo de pessoa, e faça ressurgir outra, mais madura, tolerante, flexível, porque o mundo é dos tolerantes, dos pacíficos.

Veja-se o exemplo de Mandela.

Sua perspectiva pacífica uniu aquilo que o apartheid separou por séculos.

Quem sabe se Mandela não transitou por estes dois conceitos de Consciência? Creio que sim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

FINAL DE NOITE

  Como temos sobrevivido meu amor... um  mundo que não nos entende, nos leva em mar tempestuoso, jogando o barco de um lado ao outro. Queria...