quinta-feira, 31 de julho de 2025

FREIOS E ARREIOS

 

Desculpem o quanto escrevo, 

é que os poetas são tão poucos, 

versos esporádicos 

em mundo hostil,  


Tempos de violência 

em lugar de palavras,  

quem sabe abra grades,

tão fechadas grades...


Recito, 

não respondem...


Não há janelas, 

onde possam debruçar 

o tempo, o amor... 

encontro de si mesmos.


Ausente permanência...


Quem sabe voltem a si, 

das afogadas existências, 

continências inúteis, 

raivosas...


Ah o poeta quer despertar, 

tem apenas a palavra, 

prisioneira 

de mantras,

freios 

e arreios...


Canta 

a toda hora, 

fora de hora, 

nem sempre encanta...


O poeta carrega 

um coração solitário, 

desdobra o vocabulário, 

não arrega...

Vem aí o PÓ DAS ESTRADAS

 Estarei lançando meu setimo livro de poemas no dia 16/08/2025, no espaço Scortecci. 

Estarei lá desde as 16H00 até as 20H00, rua Deputado Lacerda Franco, 98, Pinheiros, São Paulo. 

Conto com a presença dos amigos e viciados em poesia.

Saudações literárias 


F

TRÉGUA

  


Abro uma trégua,  

unilateral,

não é possível 

esperar o outro lado.


Trégua 

desta guerra diária 

das pessoas 

que se olham no espelho, 

não se reconhecem,

passam por cima 

umas das outras.


Trégua 

do amor descartado, 

guardado no passado.


Trégua de mim, de você, de nós...


É preciso retirar os corpos, 

caíram 

em meio aos confrontos, 

estão expostos ainda 

nos campos de batalha, 

clamam por justiça.


Vou interromper a noite 

de seu interpelar eterno, 

conduzí-la 

para o frio abandono...

lá poderá rever-se 

do turbilhão oco.


Quem encontrará espaços 

em meio às imensas tensões?


Porquê as forças estão abaladas, 

chega a hora...

terça-feira, 29 de julho de 2025

TRANSFORMAÇÃO

  


As palavras que não vieram, 

poder solto de sentidos, 

acalentariam tantos...


É preciso saber regar,

o tempo certo 

de serem aceitas.


A manhã 

enche as palavras de esperanças; 

à tarde  

estão cansadas,  quase desistem;

à noite, 

podem ser pescadas 

em meio as estrelas, 

guardadas para o dia seguinte.


Precisam cair 

de suas aparências 

distantes, 

abrirem seus perfumes, 

calarem fundo. 


Precisam metabolizar ações, 

recheadas de confiança, 

retirar o sonho 

ainda adormecido, 

tornarem-se reais.


É preciso encontrar 

as palavras que movem, 

estão aí... 


As palavras que não vieram, 

poder solto de sentidos, 

acalentariam tantos...


É preciso saber regar,

o tempo certo 

de serem aceitas.


A manhã 

enche as palavras de esperanças; 

à tarde  

estão cansadas,  quase desistem;

à noite, 

podem ser pescadas 

em meio as estrelas, 

guardadas para o dia seguinte.


Precisam cair 

de suas aparências 

distantes, 

abrirem seus perfumes, 

calarem fundo. 


Precisam metabolizar ações, 

recheadas de confiança, 

retirar o sonho 

ainda adormecido, 

tornarem-se reais.


É preciso encontrar 

as palavras que movem, 

estão aí... 


As palavras que não vieram, 

poder solto de sentidos, 

acalentariam tantos...


É preciso saber regar,

o tempo certo 

de serem aceitas.


A manhã 

enche as palavras de esperanças; 

à tarde  

estão cansadas,  quase desistem;

à noite, 

podem ser pescadas 

em meio as estrelas, 

guardadas para o dia seguinte.


Precisam cair 

de suas aparências 

distantes, 

abrirem seus perfumes, 

calarem fundo. 


Precisam metabolizar ações, 

recheadas de confiança, 

retirar o sonho 

ainda adormecido, 

tornarem-se reais.


É preciso encontrar 

as palavras que movem, 

estão aí...

segunda-feira, 28 de julho de 2025

NUVENS...





 

NEGOCIAÇÃO GANHA/PERDE

 É assim que age Donald Trump com o mundo.  Com o Brasil há o agravante dele apadrinhar seus protegidos de ideologia, enveredando-se na seara política na negociação entre duas nações. 

O Brasil deve buscar negociar demarcando claramente que não admitimos abrandar julgamento de golpistas.

Assim seguiremos, com coragem e patriotismo contra os traidores da pátria 

domingo, 27 de julho de 2025

COMO PODEREI...

 

(continuando os porquês de Pablo Neruda)


Quem me protegerá das estrelinhas 

que piscam sem cessar, 

esperando que lhes corresponda o convite...

cometas que se aventuram a sós, 

escuridão profunda, 

borboletas distraídas, 

insensatas, 

em diferentes flores?


Quem me protegerá da cegueira 

dos morcegos 

nos Sóis 

dos vagalumes?


Quem irá acalentar-me 

dos grandes ruídos, 

longe dos dominicais 

latidos de cães?


Acaso poderei acalmar o mar, 

enamorado da Lua, 

examinando acurada 

este líquido amor?


Como posso fazer conviver 

as  raízes fraternalmente 

sem que se sufoquem?


Consigo avivar os livros 

de suas solidões 

apertadas das bibliotecas?


Atingirei os vértices, 

gozos cósmicos,  

dos alongados arranha-céus,  

em seus arroubos divinos?


Conseguirei esconder nos varais, 

as ações realizadas nas roupas?  

Contam intimidades?


As ventanias incertas 

me descobrem 

em frágeis  caminhos?

sábado, 26 de julho de 2025

COMPREENSÃO

  


Não interrompo mais, 

não grito mais...


O amanhecer busca 

a fragilidade das fontes, 

esquecidas nas correntes caudalosas.


A transparência das águas 

que brotam da terra 

escala as montanhas do tempo, 

cheias das vertigens 

dos longos caminhos.


É preciso guardar-se cedo 

do Sol escaldante 

antes que tudo endureça 

e voltemos a estar a sós. 


Reunir no bojo da experiência 

o aproveitar dos olhos, 

o encontro das palavras certas.


Quem sabe as nuvens então 

possam conduzir 

os cegos ventos 

a poentes de compreensão. 


Pouco falo...

PROJETOS

 


Rezava baixinho 

para não despertar 

a casa do Sol.


Nela, o mundo vivia 

o calor da hora 

o suor da sobrevivência.


Impedia o silêncio,

encontro de si mesmo.


As perguntas surgiam 

como cachos, 

sugerindo 

cores, 

odores, 

paladares, 

tatos, 

em pencas 

de encontros...


Os pensamentos 

confundiam 

altares e marés, 

lançavam caminhos,

verdades súbitas,  

num turbilhão 

confuso de projetos...


Tudo a ser feito 

e o tempo 

exaurindo-se rápido.


O fim será sempre 

o esgotamento 

satisfeito 

do viver, 

incompleto...

EMERGINDO

 


Guardo apenas para mim.


Monólogo 

entre mantras, 

heterônimo perdido 

dos encontros, 

onde palavras 

perdem substância, 

sensação de trevas humanas.


Onde estou (?) 

talvez não possa 

ser encontrado.


Quem sabe puxe 

algum elo 

que me sustente 

além das eternas duvidas,

vagarosamente esclarecidas.

quinta-feira, 24 de julho de 2025

A SETE CHAVES

 


Não não vou perguntar,

nem procurar...


Vou guardar meu rosto impassível, 

tentarei a difícil tarefa de desatar nós.


Mundo de confluências secretas, 

ali escondem-se as grandes fraquezas  

deixadas das batalhas perdidas.


Não ficaram espaços para caminhos novos.


Desde cedo desafiei o nada 

que se mostrava à frente.


Pude descortinar 

múltiplas descobertas,  

experimentar temperos 

multirraciais, 

rezar diferente, 

até descrer, 

para me ver.


Hoje, 

reclinado no tempo, 

sei que ainda tudo 

continua aberto 

na memória.


Quem sou segue ermo, 

mal se define...

domingo, 20 de julho de 2025

IMPREVISTO



Ninguém pode saber...

Irá interromper todo o andamento...

Não quero que saibam, 

quem sou pouco importa.


Tenho consciência dos riscos, 

do tempo que vai passando 

sem que se faça algo. 


Se acontecer 

não saberão 

que guardei silêncio .


Peço que compreendam 

esta atitude incompreensivel.


Olho tanto as pessoas no que fazem 

que prefiro não interrompê-las.


Então sigo correndo riscos, 

desprezando a vida.


Grande é o perigo, 

faço despedidas silenciosas 

todas as noites. 


Não contem a ninguém, 

porque continuo o caminho.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

TRAMA E TRAUMA

 


Hoje não trago nada...


Os caminhos, 

repletos de armadilhas 

ainda perduram,

circunscrevem a língua, 

modulam olhares, 

definem o percurso 


Precisei olhar ao lado

perceber mais, 

ser diferente, 

sem a trama, 

sem o trauma


A ditadura perdurou

muito após 

estar encerrada.


Ficou a difícil mudez 

das torturas 

o olhar em volta, 

rodear antes de chegar,

estar sendo vigiado,

desconfiado, 

encontros sem destinos, 

clandestinos


Ficou uma coragem 

mesclada com a morte 

consciência distante 

de esperança..


Ficou o sabor 

dos desertos

na boca seca

a areia comprimindo 

os passos, 

sonhando miragens 

de liberdade, 

fugidias.


Ficaram aplausos 

no estalar dos dedos, 

silenciosos, 

a desconfiança sentada 

na mesa ao lado.


Ficou longe, 

em casa,

cabelo cortado 

disfarce de terno, 

o longo tempo de espera, 

enquanto envelhecia.


A liberdade na barba 

as palavras medidas, 

cadenciadas, 

no velho caminho, 

que vai e volta.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

TIPOLOGIA

 


Os que esquecem amizades

não procuram, 

desaparecem.


Os que guardam remorsos, 

remoem-se.


Os fixos nos erros dos outros, 

na construção dos valores, 

não se olham. 


Os que apenas se mostram, 

nunca ouvem, 

donos da verdade.


Os nunca satisfeitos, 

tudo tem seus defeitos, 

perfeitos.


Os que falam, e falam, 

não ouvem, 

nem se interessam.


Os que são incapazes , 

sempre na superfície 

de tudo que vêem e fazem.


Os aproveitadores, 

vivem na surdina, 

de repente traem,  

golpeiam.


Os perdidos, 

nem sabem 

onde estão, 

o que fazem.


Os exageradanente alegres, 

como estarão a sós?


Os acima de todos, 

superiores,

vem e se afastam,  

posudos.


Os distraídos, 

não percebem 

oportunidades, 

nem desejam.


Os que não notam 

quando são inconvenientes, 

permanecem.


Os maus, 

com segundas intenções, 

aproveitadores


Os poetas, 

não se contém, 

nem se contentam 

vulneráveis, 

críticos contidos

segunda-feira, 14 de julho de 2025

PORTAS ABERTAS

 


Deixo as portas abertas...

também aguardo portas abertas.


Há uma mágica a ser feita, 

não tem pé 

nem cabeça...


Pode ser um tato, 

um olhar, 

quem sabe um sorriso, 

algumas palavras, 

gestos?


Nossas profundidades 

encarceram línguas estranhas, 

permanecemos nas entranhas. 


Enquanto o café esquenta 

antes da mesa posta, 

refeitos de nós mesmos, 

nossas mesmices, 

esperamos superar, 

nossos pobres cotidianos.


Minhas portas abertas 

dão vazão a quantos?

...em quais línguas?

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Quem aguenta?

 Não existe mais tempo para nada.

Não se sai mais da frente de um computador ou de um celular.

Os jardins estão na frente, o mar acompanha ao largo...

Nada é percebido, apenas as redes.

Estou vendo a hora que as telas seremos nós, e fim...

Se me revolto e deixo tudo isso, em pouquíssimo tempo serei ultrapassado e obsoleto, incapaz de integrar-me ao todo.

Serei um banido...

Deste jeito, então, concluo que não existem saídas...

segunda-feira, 7 de julho de 2025

ALIMENTO E PERSEGUIÇÃO

  


Margarida e eu temos um acordo:


Todas as compras no supermercado devem incluir também alimentos para o povo que vive pelas ruas da cidade.


Esta foi uma decisão que tomamos meditando  a passagem de Mt,  "tive fome e me deste de comer..."


Isto nos permitiu descobrir um mundo novo, em termos de romper com o egoísmo, o egocentrismo familiar, os preconceitos, pré-julgamentos.


Descobrimos também como as pessoas são más,  a rudeza de parte dos policiais e dos comerciantes, dos governantes...


O pior de tudo é  o desdém de grande parte da população. 


Chegamos a conclusão que grande parte do povo qu se diz cristão, desconhece o entro da pregação de Cristo, o amor ao próximo até o fim.


Somos excluídos por distribuir comida, e isto nos é motivo de grande alegria, pois quando somos criticados pela besta, sabemos que estamos no caminho certo

ALTERNÂNCIA



Risco o chão com palavras, 

confundem-se com meus passos.


Não sei qual me explica melhor.


Apalpo como um cego 

a grande realidade, 

malgrado as vastas teorias.


Sinto, 

sem explicar, 

as entranhas do meu ser, 

estranhas ao meu ser 

desconhecidas.


O amor 

passa por dentro e por fora

O olhar 

ultrapassa olhares, penetra, cega

O tocar 

possui notas musicais, 

gravita entre abracos e afagos, 

semibreves e fusas, 

leves e confusas.

O ouvir 

discerne quando quer, 

ou ensurdece.


Mística etérea da concretude, 

alternando sonho e realidade 

no movimento do mar.

domingo, 6 de julho de 2025

PLEBISCITO POPULAR

 


Está sendo organizado em todos Brasil um Plebiscito Popular, para ouvir  população sobre a redução da atual jornada de trabalho, de 6×1, que não permite só trabalhador usufruir do seu lazer junto à família, por completa falta de tempo. 

Também este Plebiscito quer saber a opinião do povo sobre aumentar os impostos dos mais ricos, principalmente dos que ganham mais de R$ 50.000,00 por mês. 

Este Plebiscito irá até 07 setembro de 2025 e será entregue no Congresso Nacional.

RASTROS...

 


As passagens permanecem 

nas ausências distantes,

vestígios de finitudes..


Gritos tribais ecoam, 

desafiam a contemporaneidade, 

passado remoto a exaltar 

o tempo das cavernas.


Meus momentos 

estão sempre morrendo, 

deixam lembrancas 

progressivamente menores.


Mal vejo o que ficou, 

sei que continuo em mim, 

pela resina apegada ao coração, 

comprimindo as veias.


Quem sabe estes versos, ou outros...

Quem sabe o beijo marcado 

no limiar de uma  conjuntura, 

ultrapassem gerações, 

flutuem junto às marés.


Apego-me ao nada 

enquanto algo impele-me

a um tudo desconhecido.


Sou pó antes de ser pedra, 

orvalho antes da nuvem, 

pequena fonte antes do alto mar.


Sou você e eu 

nas mesmas circunstâncias, 

desavisados peregrinos

quarta-feira, 2 de julho de 2025

COMPORTAS

 


Tenho grandes comportas...


delas fluem sangue e mel.


Descansam de suas cheias...


Estão represadas de seus percursos insólitos. 


Parecem mortas...


Aguardam as distrações da grande ordem 

para irromperem solenes e profanas.


Desdenham os silêncios do tempo, 

decifram as sete chaves 

em que estão colocadas.


Olham os dias 

como correm, 

conscientes 

dos vazios deixados.


Às vezes forçam as saídas, 

e sofrem os reveses 

da grande ordem...

terça-feira, 1 de julho de 2025

PREDITO

 


No fim, o tempo 

cobre de flores o dorso, 

presente nunca recebido 

em vida.


Quem sou, 

mais do que amado, 

será esquecido.


Transpor o último útero 

será inusitado, 

desconhecido


Deixamos perguntas 

a nós mesmos, 

questionando intensamente, 

algo por fazer, 

como se ainda 

fôssemos ficar.


Ame, lute, vá até o fim 

em tudo que fizer, 

quem sabe descanse melhor. 


A ilógica da fé poderá ajudar


Não está predito o tempo.

DESPEDIDAS

 


Despedidas nos acompanham...


Seres buscam 

novidades sempre, 

não querem perder nada,

por isso sofrem despedidas.


Não há um dia sem despedidas...


Se não houvessem 

caminhos abertos à frente, 

grandes seriam as dores...


O tempo concorre 

para amansar a dor,  

transformá-la 

em melancolia, 

nostalgia, 

molda a face, 

o dormir, 

o olhar...


Quando se levanta, 

antes do Sol, 

se faz clara 

esta turva e ingênua caminhada...

nos aborda com perguntas.


Sem respostas 

olhamos para trás, 

surpresos das imensas distâncias,  

calculamos tardiamente, 

terrenos por cultivar.


A dor está nos olhos, 

se projetam 

para frente, 

para o alto

depois esmorece, 

apega-se à face


Despeço-me incompleto, 

por todos os tipos de despedidas, 

sabores não acrescentados ao convívio, 

intimidades evitadas, 

e burilo a mente 

contantemente, 

antes do Sol levantar.


Ainda espero 

sua vinda do passado, 

suas interrogações, 

questionando os escombros deixados...

VIVER CAIÇARA

de JOBAN ANTUNES,  poeta.


Viver Caiçara


Viver caiçara

é saber a hora da maré,

é ouvir o canto da canoa

mesmo quando o mar se cala.

E a brisa nos fala

Enquanto voa


É casa de pau a pique,

telhado de sapê,

rede armada no terraço

colher goiaba no mormaço

e o cheiro do peixe frito

misturado ao vento

e regado com café.


O tempo ali não se espera

Acontece como um marasmo

Que as velas não ufanam

De um barco que já não veleja

Das ondas que como espasmo

Não se permite que veja

O nascer de nova era


É a criança descalça,

Brincando na beira mar

mão calejada no remo

que num esforço supremo

nos desperta de sonhar

história que são contadas na beirada do fogão

enquanto a lenha crepita

e o incrédulo acredita

em histórias de assombração


Viver caiçara

é saber que a vida é simples

e bonita como a onda majestosa

que a areia vem beijar

essa onda carinhosa

que depois volta para o mar.

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FINAL DE NOITE

  Como temos sobrevivido meu amor... um  mundo que não nos entende, nos leva em mar tempestuoso, jogando o barco de um lado ao outro. Queria...