segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Pequenas interrogações

Porque os trens do metrô são iguais?
Tenho sempre que esperar o mesmo trem?

Os ônibus não podem ser mais coloridos?
Preciso das cores para me nortear ou para me divertir?

Quem aborta não deseja doar o filho?
Pior do que matar é abandonar?

Tudo tem que repetir-se?
E acho normal?

O que a monotonia esconde de tão forte?
Aonde a preguiça tem a sua força?

Eu sou sempre o mesmo?
Não percebo as novidades em mim?

Gosto da vida?
Desperto alegre, e cumprimento os vizinhos?
Reclamo fácil?

Deixo as roupas novas guardadas?
E uso as velhas por um instinto de conservação?

As pessoas acordam das rotinas?
Percebem que fazem o mesmo sempre?

Os ladrões dormem à noite?
Não se lembram de suas vítimas?

E os patrões?
Lembram-se de seus empregados?

É possível esquecer o erro?
Com a mesma facilidade com que se alegra com o acerto?





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