segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Entrego-lhe meu suor

Faça com ele
o que lhe bem
convier.

Alimente
 seu gado,
compre
  carros,
casas
aviões,
viva 
faustuosamente.

Troco
meu suor
pelo leite
das crianças,
pelo franguinho
de domingo,
e o batom
que a mulher
deixa em meus
lábios.

Sonhamos diferente!

Não tenho
os bolsos
furados
onde sempre
entra dinheiro,
não tem
fundo.

Nele cabe
o picolé
 cervejinhas
e o churrasquinho,
de vez em quando.

Nele
os sonhos
adquirem
contornos
claros
do que
basta.

O pouco
 soma-se
aos poucos,
do muito
de muitos
poucos.

paradoxalmente
ama-se
mais
com pouco,
compra-se
mais
com muito.







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