segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Perdida




O fogão aquece as reclamações
a louça lava os sonhos
a geladeira conserva insensibilidades.

No chão, o pó a ser limpo,
queda de objetivos
transferidos aos filhos
acúmulo de descrenças

Uma gama de hábitos
repousa nas gavetas
engomados
passados.

A sala
aguarda a postura
visita de si mesma

O quarto reencontra.

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CORPO

Vou morder tua boca  a qualquer hora,  segurar as palavras  nas línguas mortas. Abracar  tuas costas  nuas,  órfãs,  pagãs. Afagar suas coxa...