quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Poeta de nada

O mundo transformou-se, mas as pessoas continuam, naturalmente, com as suas superficialidades. 

Os versos mais meditam que insuflam. 

Não há cânticos acompanhando vozes sem ritmos; explicam, não recitam. 

Pinta-se o verbo, oculta-se o canto.

Um momento de espera aguarda a oportunidade na porta. 

Mas não vem. 

O tempo d

Disse adeus aos sorrisos, às praças cheias, aos amores. 

Não sente, não cheira, não beija. 

Não fala! 

Envelheceu, consome-se em uma saudade morta.

Observa distante e tenta, tenta.

Outro tempo vai adiante, distante desta realidade destoante, inodora, impotente.





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