sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Ser nada.



Quanto esforço
para ser nada,
nós que 
desejamos
 tudo.

Quanta
morte
em vida,
quantas
frustrações
caminhos
para lugar
algum?!

Um resumo
suplanta
o inflar,
enigma
de derrotas
meditadas.

E quanto
mais cresce
mais encolhe;
quanto 
mais enche 
 esvazia.

Não é aprendizagem,
mas derrocada
indesejada,
estrume
da felicidade.

Sem estudo
vivencia
à favor
e contra
a vontade.

Até a pérola
reluzir
em sua
condescendência
abandono.

Então
um reconhecimento
implícito
não estará
a dizer
do encontro
da derrota
com a vitória,
da fraqueza
com a força.

Torço por este
crescimento
e choro,
porque
não  evito
o insucesso.

Anseio
esta fortaleza
sem 
humilhar-me,
quão ingênuo
contemplar.

Meu coração
não pendula mais!

Busca um meio
que não existe,
e sofre,
como sofre,
até que
o batimento
se esgote,
e fronteiras
rasgadas
permitam
ascender
ao segredo
das fontes
eternas.

(poema de João Paulo Naves Fernandes recém desbravado e ainda por desbravar)



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