Nada tenho com este mundo;
das conquistas me honro,
das derrotas, lamento.
Todas vindas do passado.
Se passo à frente
e abro horizontes,
é porque há esteio,
base construída.
Vejo a luta com a lupa,
lembrando árduos
momentos
de solidão total,
escuridão
que obscurece
bandeiras parciais,
atuais.
Como estrangeiro aculturado
canto cantos de melodias decifráveis,
antigas
inflexível a formas e rítmoss
sem expressividade.
Presente de ausências,
passado digestivo.
como unir rompimentos
que não se entrelaçam?
Tento ser moderno,
esforço-me por ser
compreensivo,
busco superar
este rompimento
do tempo
em mim.
Encontro portas
que dão para o mesmo,
levam de volta.
enquanto aposto
em novidades.
Engano-me
Formatos é o que são.
Tentativas de superar
o eterno repetido
em subformas
aprendizes.
Quem sabe
Surja algo novo?
Quem sabe
Possamos renascer.
(JP)
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