segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Fiquei no passado.


Nada tenho com este mundo;
das conquistas me honro,
das derrotas, lamento.

Todas vindas do passado.

Se passo à frente
e abro horizontes,
é porque há esteio,
base construída.

Vejo a luta com a lupa,
 lembrando árduos momentos
de solidão total,
escuridão
que obscurece
bandeiras parciais,
atuais.

Como estrangeiro aculturado
canto cantos de melodias decifráveis,
 antigas
inflexível a formas e rítmoss
sem expressividade.

Presente de ausências,
passado digestivo.
como unir rompimentos
que não se entrelaçam?

Tento ser moderno, 
esforço-me por ser 
compreensivo,
busco superar
este rompimento
do tempo
em mim.

Encontro portas
que dão para o mesmo,
levam de volta.
enquanto aposto
em novidades.

Engano-me

Formatos é o que são.

Tentativas de superar
o eterno repetido
em subformas
aprendizes.

Quem sabe
Surja algo novo?

Quem sabe
Possamos renascer.

(JP)


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