Guardando as proporções, e indo contra a corrente midiática que sonambula as mentes brasileiras, sinto-me no dever moral de fazer o contraponto, para afirmar que Lula e Mandela guardam muitas semelhanças em seus destinos, bem mais do que suas diferenças.
Ambos vem de segmentos discriminados da sociedade, e tiveram de lutar muito para obter o reconhecimento que desejavam.
Mandela um negro perseguido pela polícia do apartheid da África do Sul de sua época.
Lula, um nordestino, pobre do interior de Pernambuco.
Foram perseguidos e acusados de toda sorte de crimes.
Apesar das perseguições e prisões promovidas pelos regimes ditatoriais, lograram, ao final, alcançar suas liberdades e colocarem em prática seus objetivos libertários.
Hoje, assistindo noticiário sobre a morte de Mandela, e principalmente de me valer deste momento para lembrar a importância de Lula, resgato o meu íntimo equilíbrio, de pontuar as coisas como penso que são.
Quando Getúlio Vargas suicidou-se, levantou-se a massa popular em busca de esganar Carlos Lacerda, a Veja/Globo daquele tempo, que permaneceu escondido por dias a fio.
Da mesma forma, quando o peão morrer, sabe-se lá qual é o tempo de Deus para ele, calar-se-ão todos os atuais detratores de Lula.
Assim é a história.
Ela continua, e nós somos os convidados a este protagonismo.
Não entendemos direito como se dá isto, mas o convite está de pé.
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