quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

As manchetes dos jornais estavam em branco




Tudo já era conhecido.

Não se necessitava mais de se saber algo.

O novo encontrava-se com o velho.

As sujeiras haviam sido removidas.

Não se ouviam mais reclamações.

As razões dos desencontros sequer eram lembradas.

Agora o sol brilhava sem o sol, e em todos os lugares a claridade era igual, mas não queimava.

Muito menos os olhos sentiam arder pela claridade; permaneciam, ao contrário, muito abertos e atentos.

A casa tornara-se ampla para caber tanta gente parente, e não apertava, ampliava.

Uma jovialidade tomava conta de tudo, e o cansaço acabara.

No céu, e pela terra, os anjos voavam e andavam.

Muitas eram as atividades no mecanismo de funcionamento da Glória, compartilhada pela vontade do Criador

 Jesus repartia-se em vários, e podia ter conversa particular com cada um a qualquer momento.

A paz, finalmente, fora alcançada, e era vista como natural, imanente.

Trombetas ressoavam em vários acordes, como buzinas de pressão, que não se sabia de onde viam.

Todos aguardavam a segunda vinda do Senhor, para ressuscitar junto, em seus corpos, em um novo céu e uma nova Terra.

A verdade estava totalmente desvendada, e os mistérios desapareceram

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DISPERSO

  Meus versos estão feridos  não se expandem,  sangram Perguntam dos corações vazios a calmaria dos varais,  as marés eternas... Buscam luga...