quinta-feira, 21 de junho de 2012

21/06/12 - São Paulo frio e com garoa permanente

Tento manter o ânimo elevado.

A contusão em meu ombro direito retirou-me uma semana de importantes atividades, e, repentinamente percebo como somos facilmente substituíveis.

Desaparecer não impactará a continuidade do que vem acontecendo.

Talvez seja um pouco de pessimismo, talvez não, mas este tempo parado me aguça a sensação de humildade, esquecida no dia a dia das vaidades que se somam.

São Paulo hoje está frio e cinza, bem paulistanamente.

O paulista se cobre todo nestes dias, e busca o cafezinho para se aquecer.

As pessoas perdem o humor e ficam sisudas e bem arrumadas.

Engorda-se, esquece-se das academias de ginástica, o frio não convida.

Lê-se, janta-se em restaurantes.

O inverno mostra a cara.

Amanhã devo retirar  tipoia, mas sinto que já não preciso mais dela.

O anti-inflamatório, entretanto, traz uma sonolência permanente combinada com um cansaço de não sei o quê.

A inatividade retira-me também a disposição.

Leio o jornal, e estranhamente, encaro as notícias como algo envelhecido.

Parece que já sei qual será o resultado dos acontecimentos, das reuniões, das guerras.

O ser humano não se entende.

Quer obrigar o seu oponente a desistir pela força.

Só conhece a linguagem da força.

Creio que somente com a volta de Jesus Cristo, mostrando sua exuberante divindade será capaz de paralisar a malignidade humana.

Mas isto não sei como nem quando se dará.

Portanto, vou como vou, acreditando que posso realizar algo neste interine.