terça-feira, 5 de junho de 2012

Chuva constante

Chove bastante em São Paulo, nesta antevéspera de feriado.

 As pessoas também chovem, e deixam de procurar empregos, contatos, de participar de reuniões, sob a alegação de que o congestionamento, as dificuldades do trânsito, etc, dificultam a presença.

Também chovo em mim, molhado por dentro, buscando esconder-me de tantas tempestades, chuviscos, tormentas.

Um céu claro inteiror é o melhor tempo da vida.

Aprender a viver independente dos ventos e das marés é o caminho que buscamos.

Que saudade dos bolinhos de chuva de minha mãe.

Como nos alegrava a chuva, os bolinhos.

Como se alegrava minha mãe, em nós, com os bolinhos.

Vejo-a diante do fogão fritando-os, e depois secando e revestindo-os de acúcar.

Que chuvas doces tinha.