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Serra destila rancor e ódio

Para um PSDB que faz oposição pontual, com críticas ácidas, em situações que envolvem vacilações do governo, como no caso do Código Florestal, e por isso mesmo têm obtido, mais o DEM, de resultados favoráveis, malgrado o seu peso menor de representação na Câmara, não é nada confortável se submeter, neste momento, a um documento de Serra, cheio de ódio e rancor.

Parece que as eleições não terminaram e que ele ainda têm toda a bola, como se fosse o maior representante do PSDB, o que não é verdade, é um coadjuvante que não se reconhece como tal.

Não quer dar a vez a outros, e segura o bastão do poder a qualquer custo

Ainda assim fez um documento com críticas a Dilma e ao Governo Federal chamando-o de "incompetente", "autoritário", e "sem rumo certo".

É o caso de se perguntar se obter uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, é incompetência e autoritarismo.

Como Aécio estava ausente da reunião onde  o documento foi apresentado, porque caiu do cavalo, o documento deverá esperar o aval do senador por Minas.

Não deixa de ser um sinal de Aécio lembrando ao ex-governador de São Paulo sobre quem manda na legenda agora: o equestre.

A carta vem num momento em que Dilma busca uma reaproximação com FHC,  marcando uma diferença em relação a Lula, e o documento, nesta conjuntura morna, significa uma forma de não permitir reaproximações. Lembra as beatas vigiando os fiéis da igreja, se não cometem erros.

É bater e bater sem parar.

Parece, isto sim, que a oposição não tem um rumo sobre que papel desempenhar, para ser mais efetivo e menos incompetente, acertando o seu rumo de uma vez.

Veremos se este documento atinge o alvo ou o próprio pé. Em mês de festas juninas deve-se precaver-se dos rojões que estouram nas mãos.


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