terça-feira, 28 de junho de 2011

Uma viagem até Presidente Prudente

Hoje peguei um vôo da Gol em Congonhas às 13:35 para Presidente Prudente. A noite foi a mais fria do ano. Penso no povo de rua, como deve ter se virado para se proteger ventania noturna que atravessa os edifícios do centro da capital paulista, aumentando a sensação térmica. Pela manhã a temperatura era 5 graus; imagine como foi a noite.

Para ir ao aeroporto esperei por o ônibus Aeroporto que passa pela Mal Deodoro, na São João. É uma verdadeira viagem. A gente acaba fazendo amizade com o motorista e o cobrador. Por ser uma linha de longa sobe e desce muita gente durante o percurso, mas alguns passageiros são conhecidos e amigos. Outros, são reclamões e o motorista passa pelo ponto e finge que não vê; depois comenta que o passageiro grita demais, e fica complicado pegá-lo. Os idosos se amontoam na frente, em cadeiras quase cativas, mas ouço reclamações do motorista a respeito do hálito de cigarro de um senhor idoso que ficava junto ao volante fazendo perguntas, sem sair de perto.

Ir de ônibus até o aeroporto demora mais do que a própria viagem de avião: aproximadamente 1:45h. O vôo mesmo dura 50', mas a espera pelo avião 1h. É o custo Brasil, em tudo. Lembro que a idade me deixou mais paciente e menos revoltado, mas tem certas coisas que não dá. Esforço-me por evitar ser rabugento, ou um sabe tudo. quero ser simples.

O võo foi ótimo, o tempo está aberto, e em Prudente às 15h, a temperatura é de 20 graus. Para uma cidade considerada quente, esta temperatura é gélida.

Peguei um taxi, com o santo, o nome do motorista. Na verdade seu nome é Helvécius, mas ele evita dizer e deixa como santo mesmo. Alás ele não entendeu como seus pais lhe deram este nome.

O aeroporto é quase dentro da cidade, há uns 4 km apenas. Ainda bem. Bom estou esperando um lanche , e vou terminando, pois o vôo da Gol é daqueles que só vem suquinho e um biscoitinho.