domingo, 26 de junho de 2011

Situação crítica nas fronteiras do Sudão. Em 9 de julho o sul do Sudão alcançará independência




KOENIGSTEIN, domingo, 26 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Um bispo sudanês adverte sobre um novo genocídio no Sudão, enquanto a população da fronteira do sul de Kordofan foge em busca de segurança.

Poucas semanas antes da separação do Sul do Sudão do seu vizinho do Norte, a região que está entre os dois é foco de conflitos.

Dom Macram Max Gassis, de El Obeid, falou na semana passada com a associação caritativa internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), afirmando que milhares de pessoas estão fugindo do estado fronteiriço do Sul, onde a situação “é extremamente crítica, sobretudo na capital, Kadugli”.

Entre as populações mais atingidas estão os nuba, muçulmanos e cristãos, explicou Dom Gassis. A região do Sul de Kordofan faz parte da diocese do bispo de El Obeid, que se estende sobretudo pela metade setentrional do Sudão.

O conflito no Sul de Kordofan se remonta ao início deste mês, quando Kadugli foi atacada pelo exército do Norte; um pastor protestante foi assassinado.

Na última quinta-feira, o exército do Norte do Sudão e o Sudanese People's Liberation Army (Exército Popular de Libertação do Sudão – SPLA) começaram as negociações.

O Sul de Kordofan, junto a Abyei e Blue Nile, é uma das três regiões entre o Norte e o Sul cujo status está ainda por ser confirmado.

No referendo de janeiro, o Sul do Sudão votou, com uma esmagante maioria, pela independência do Norte, e se tornará oficialmente uma nação independente em 9 de julho.
 
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