sábado, 25 de janeiro de 2014

Atenção amigos: VOU DESAPARECER



Vou desaparecer
totalmente.

Enfurnar-me.

Confesso
uma repugnância
interior
sobre
os afazeres
diários,
as idéias
compartilhadas
curtidas,
as conversar
"tão profundas",
que preenchem
uma ausência
de significados...

Quando 
observo,
o mundo...
é um 
entroncamento
truculento,
cheio
de assassinatos,
maldades
de todos
os tipos,
transformadas
em atitudes
naturais,
senão 
virtudes
exaltadas.

E os donos
da verdade...
as mariposas
da política,
os príncipes
da literatura,
as estrelas
cadentes,
que 
brilham
aqui
e ali..

Jactam
de si
mesmas,
com tão
grande
eloquência,
como se estivessem
sentadas ao lado
de Deus,
no dia
do Juízo.

Sumir...
evaporar...

Assim,
os poemas
secam
nesta 
resina
mórbida
que tornou-se
a vida.

Quais ouvidos
estarão
atentos,
neste mundo
de avarentos
para a Paz,
 a exaltação
do homem?

Melhor
escafeder-me,
subir ao
topo
da montanha,
e armar
a minha tenda
qual eremita
de tudo,
até
de mim
mesmo,
desaparecido
completamente.

Quem sabe aí,
em sua
Misericórdia
Divina,
Deus
possa
arrefecer-me
desta
distância,
prisioneira
da carne.

Porque
está
difícil
sobreviver
no trânsito
longe
das atividades,
em encontros
marcados,
de cartas
marcadas,
e o trabalho
que se
esforça
e esforça...

Compreendo
os suicidas...

Vou
refrear-me
deste tudo
que é
nada.

Não dar um basta;
sair simplesmente
para que
não perguntem
onde fui,
porque
não quero
ser encontrado,
não faço
falta.

Alguém
pergunta?

Caso
aconteça
digam apenas
que estou

e clamo,
insistentemente,
quanto clamo,
que o amor
prevaleça
ao final.

Por ora
rezem,
calem-se,
façam
penitência,
porque
o tempo
está
se esgotando,
e não
preciso
ser profeta,
para
saber
disto
tudo.

Estejamos
atentos.