quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Guardiões de Portos



Somos guardiães
de portos,
olhos postos
no horizonte
inatingível.

Temos
o relógio
nas mãos,
escorrendo
crises,
oportunidades,
o mundo.

Enquanto atraca,
um navio
velho
resmunga
sobre o enigma
da vida,
passaporte
da eternidade

Respondo
expondo
as feridas
adquiridas
na estrada.

Faltam 
palavras,
sopram
ventos
a noroeste.

De uma ponta 
a outra,
ancoro
o dinheiro
a estabilidade
a traição
de mim
mesmo.

Enquanto
decifro
a resposta
abasteço, 
de nada
a embarcação
do futuro.

Mas o coração
lateja
rejeitando
miragens


Que venham
então
as tempestades,.
turve-se
o céu

Que o mar
revolto
agite
as preces
entrecortadas!

O amanhã
é maior
e volta 
sempre
a instigar
nossa
permanência.



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