domingo, 12 de janeiro de 2014

Relaxante muscular retira todo meu ânimo

Por um problema de hérnia de disco, estou tomando, entre outros, um relaxante muscular.

Melhor seria se dissessem que reduzisse as ansiedades, e o efeito seria o mesmo.

Bem, por mais consciente que me veja, ainda não atingi o estágio de reduzir, pelo "poder da mente", esta sôfrega busca de nada.

O caso fica sério quando me dou conta de que ando feito um zumbi, para lá e para cá, sem pensamentos que cheguem ao fim, porque esvoaçam e somem.

Até os dedos ressentem-se dos esforço natural no teclado e pedem descanso.

Caminhar envolve grande abnegação, como se o deserto do Saara estivesse em casa e cada passo precisasse de uma miragem para continuar.

Quero acertar detalhes de um assunto, mas não; fica para mais tarde, quem sabe amanhã.

O ano passado não tomava remédio algum e fazia até corridas leves de 10 km.

Agora, adoeceram-me por conta própria, e fico pensando se algumas profissões não extrapolaram suas prerrogativas profissionais sobre o direito individual de se viver em liberdade.

O Brasil de hoje, mercantilizado, pouco se interessa por ser certo, mas em tirar o melhor proveito.

E a medicina, que deveria ser uma profissão honrosa, tornou-se uma exploração do doente, do necessitado.

Grande parte dos médicos residem e trabalham nos grandes centros econômicos, usufruindo de todas as benesses do sistema, mas odeiam quando lhes lembramos dos médicos cubanos, tão diferentes e humanos.

Bem, vou ficando por aqui, cansado já cedo, desejando um bom domingo a todos os leitores deste Pó das Estradas.

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