quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Solidão humana na Pós-contemporaneidadde

O homem de hoje foge das igrejas,
esconde-se dos partidos políticos,
esquiva-se das rodas de amigos.

Homem que sabe de tudo
e não convive com outros.

Revolta-se em seu precioso
cubículo informatizado,
alegra-se em sua rede
de relacionamentos,
confidencia pensamentos
que nunca porá em prática.

Não há o sol das manhãs
nem os descansos das tardes
ou chuvas inesperadas
e incômodas.

Existem expressões
dos tempos,
artificiais,
para fazer
as vezes
do sol
do vento
roçando
a tela
da pele.

Existem milhares
de solidões
sonâmbulas,
distraídas
de companhias,
presentes
na ausência.

Existem zumbis
informatizados,
DNA ilógico
das madrugadas vãs