terça-feira, 12 de julho de 2011

O Brasil está preparado para uma economia de crise mundial?

Esta é uma pergunta que os nossos ministros da fazenda, do Banco Central têm que começar a fazer, para não levarem o nosso país a reboque da crise bancária, em sua nova fase que está atingindo países inteiros.

A Irlanda fez moratória, Portugal conseguiu verbas, mas continua insolvente, a Grécia está falida, a Espanha está ficando insolvente, a Itália está indo para o mesmo caminho.

Os EUA podem a qualquer momento declarar também incapacidade de pagamento de suas dívidas, e dos mais elementares serviços, como o dos funcionários públicos, dos soldados, etc.

A questão é que os EUA estão imprimindo dólares a roldo para tapar o buraco, e isto poderá a qualquer mometo deixar todas as nações a descoberto e vulneráveis à mesma crise.

O Brasil, no Governo Lula não foi atingido diretamente pela crise imobiliária, em sua primeira fase, porque os títulos imobiliários dos bancos haviam sido negociados com bancos europeus.

Os governos europeus socorreram os bancos europeus, para não provocarem quebras gerais nas economias da região. Como os banqueiros conseguem ganhar sempre...

Agora estas crises geraram insolvência dos estados que as assumiram.

A nova fase da crise começou pelos países de menor porte e economias mais vulneráveis, e está se alastrando rapidamente.

O BRIC tentou, sem êxito, sair da influência do dólar, principalmente por sugestão da China, mas foi insuficiente. A China está com muito investimento no ocidente, e tem sua economia igualmente vulnerável a uma crise geral. Pesa a seu favor, a forte presença do Estado socialista, que pode dar rumos decididos para as situações

Há um grande risco de degradação da situação econômica à curto prazo. Interesses internacionais, voltados a manter a liderança do império evangélico estão pondo fogo na palheiro, para que se interrompa o crescimento dos emergentes, provocando crises locais.

O Brasil já está vivendo uma desindustrialização por conta da política de valorização do real encetada elos EUA, tornando os nossos produtos mais caros para exportação, e com isto incentivando o parque industrial brasileiro a transferir-se para outras regiões.

O estranho é não ver medidas efetivas do Governo Dilma contra tudo isto. Fica somente no discurso e na tomada de ações de pouco alcance, dentro do modelo econômico vigente, sem alterações na política econômica adotada atualmente.

Grande erro.

Veja que a China vive uma inflação de 6% ao mês. Porque?

É contra a vontade do governo chinês? Penso que não.

A China precisa preservar a sua capacidade de exportação, e ao mesmo tempo lutar contra a valorização do Ien encetada pelos EUA. Assim, a saída lá, no momento, é desvalorizar a moeda nacional para fazer frente a política americana de valorização das moedas dos emergentes.

Agora é hora do Mantega e do staff ministerial que vive falando e falando, tomarem atitudes mais efetivas, primeiro em relação ao dólar que está guardado como reserva nacional. Está se tornando uma situação explosiva, e perigosa para toda a nação.

O Governo Dilma tem que ser intervencionista na economia neste momento, gostem ou não os grandes interesses internacionais.

Taxação dos produtos concorrentes importados, que provocam a queda da taxa de emprego no país, comércio em moedas locais, e redução do uso do dolar no comércio -  e este aspecto tem que ser rápido.

Talvez, de alguma forma, tenhamos de voltar à política de antes dos anos 90, de protecionismo nacional da economia.

A crise está se acelerando no mundo e o Brasil não pode fazer o papel da cigarra, que não ouviu a formiga.