terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Linha leste-oeste do metrô está insuportável

Tente pegar o trem do metrô em qualquer estação à partir da Pça Mal Deodoro em direção à Sé, no final das tardes. 

Dizer que é uma lata de sardinha é um elogio.

É um verdadeiro absurdo o que se passa nestas estações.

São multidões querendo entrar em um trem lotado, e ficam esperando passar outro trem que vem novamente lotado, até se perder a paciência e entrar empurrando todo mundo para ficar entalado no meio do vagão.

Alguns pensam em esperar a situação melhorar, e depois de uns tres trens que passam, e a situação não melhora, eles resolvem se pertar mesmo

Hoje, 15/02/2011, na Mal. Deodoro, uma mãe foi se aproximando pela lateral da plataforma, com o seu carrinho e uma criancinha dentro, e ficou, na frente da entrada para a porta do trem, comprimida  pela multidão.

Quando o trem chegou e abriu a porta, ela teve que ser mais do que esperta, senão passavam por cima dela, do carrinho e tudo, porque a multidão não tem alternativa: é entrar ou entrar. Nestas horas esquece-se de etiquetas, educação, e até normas de abordagem. Muito perigoso, principalmente para os idosos.

Ontem, 14/02/2011, o trem parou entre estações, por problemas técnicos, e o pior aconteceu, isto é faltou energia.

Estivemos uns 4 minutos sem energia, no escuro, e com o trem lotado.

O ar já estava ficando rarefeito, quando voltou a energia, para alívio de todos.

Não desejo, mas estou vendo um total despreparo da direção do Metrô em se planejar para estas situações de falta de energia e, consequentemente, de ar, que poderá asfixiar muita gente sufocada nos vagões.

Outro fato que poderá levar a um acidente é o intervalo de trens que atendem as estações no final do dia, isto é, trem pára, e trem não pára, e passa vazio, para atender exclusivamente a Sé que está lotadíssima.

Enquanto isso, as estações "periféricas" vão ficando igual ou pior que a própria Sé, e quando chega o trem, este já vem lotado.

Estratégia burra essa, não é?

E estes trens que passam vazios, quando chegam nas estações vem devagar, porém o maquinista, quando passa em sua cabine pela estação, ele acelera.

Só que quando ele acelera ainda faltam todos os vagões restantes do trem passar pela estação, de forma que quem está mais pelo lado final da estação se depara com um trem passando em alta velocidade.

A hora em que o trem pegar um, este vai ser jogado contra toda a multidão provocando graves consequências.

Mas será que adianta denunciar?

Vamos convidar o Senhor Alkmin para viajar no trem das seis, como diria o Adoniran, para ver se ele gosta.

Não daquelas viagens de campanha, bonitinhas, com vagões vazios, mas um destas com o povão, apertadinho, quentinho, e aconchegante.

Que tal governador?