segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Brasil pode ser mais fácil para se viver.

A correção na tabela do imposto de renda deveria ser algo automático, conforme a inflação do ano anterior, e não moeda de troca para justificar o mínimo do mínimo, isto é R$545,00.

O TCU, Tribunal de Contas da União, entidade acéfala, criada pela incompetência parlamentar, existe para embargar e paralizar obras que deveriam continuar em andamento, enquanto se investiga e pune(não sou eu que diz isto, mas o presidente da Azul, companhia aérea).

Investigar deve ser competência exclusiva dos deputados, que permitiram que lhes escapasse esta atribuição de investigar, responsabilidade de seus cargos.

Isto vale para os demais tribunais de contas, estaduais e municipais, e seus respectivos deputados e vereadores.

É uma aberração a existência, repito, destes órgãos acéfalos, cabides de empregos, sangue sugas do contribuinte, quarto poder, poder paralelo.

Devem ser extintos o quanto antes, e os deputados, por favor, façam a sua parte de fiscalizadores.

Senão fica cada dia maior a quantidade de votos nulos, ou não?

Qual é o papel do Estado?

Um Leviatã, como Hobbes descreveu, cheio de poder, e dominador sobre tudo?

E o custo da Receita Federal?

Milhares de pessoas existido para investigar os trabalhadores e empresários.

Mais trabalhadores que empresários.

Enquanto isto, seria muito mais simples, fazer um imposto único, descontado na fonte, nas transações bancárias, e convidar esta massa de burocratas a fazer serviços voltados a realização de produtos verdadeiros.

Porquê o Governo Dilma, que deseja ser progressista, com valorização do trabalho e da renda, se atém obstinadamente a um mínimo de R$545,00, com linguagem igual ao do Presidente da CNI, Confederação Nacional da Indústria, que critica o PSDB  por ter defendido R$600,00?

Porque o Estado está inchado e se torna também empresário, sendo qualquer alteração de um centavo no salário mínimo um grande impacto nas despesas públicas.

Observe-se que os Estados da Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio grande do Norte e Alagoas gastam mais com folha de pagamento com funcionalismo do que estipula a Lei de Responsabilidade  Fiscal que estipula um máximo de 46,55% a ser gasto com o orçamento com folha de pagamento de funcionários.

E esta lei já é uma aberração, pois o valor máximo é elevadíssimo. Seja como for mostra quão difícil se torna o reajuste do mínimo para o Estado

Também a carga de tributos que incidem sobre o salário, corresponde a um outro salário e meio.

Tributos que o Estado foi implementando, e que hoje fecha as portas para a ampliação do mercado de trabalho. Verdade ou mentira?

O Brasil quer trilhar o caminho do desenvolvimento, e ser uma potência mundial?

Então terá, invariavelmente que responder a uma questão:

É possível um governo que deseja ser progressista, e abrir oportunidades ao seu povo, de progresso e bem estar, reduzir sua máquina de serviços, sendo mais ágil, e eficiente? Creio que sim. Precisará de coragem.

Se assim fosse, o mínimo estaria sendo reajustado a mais, os TCU estariam extintos, sem servir nem para museus.

Muitos urubus de gabinetes estariam procurando empregos mais produtivos, como o do lavrador e do operário.

Dilma tem a oportunidade de rever caminhos e sair destes labirintos que nutrem muitos cabides de empregos que sangram o erário publico e ao contribuinte.

Digo o que digo de peito aberto.

Sou revolucionário, e defendi um Brasil democrático e popular.

Nunca chupei um  bagaço de serviço público para benefício pessoal.

Tudo o que tenho feito na vida é trabalhar por conta própria.

Acho um desrespeito com os pequenos essa história de que o mínimo é causador de inflação e pode impactar as contas públicas.

Pois façam as reformas no estado o quanto antes, que é onde o problema começa, e respeitem o trabalhador de salário mínimo.

Precisa falar mais?