quinta-feira, 3 de março de 2011

Dois pesos, duas medidas

O caso da queda do Governo egípcio e a revolta da Líbia tem consequências diferentes, resultado da consideração que se dá para a sua população.

O Egito teve participação massiva da população, principalmente os chamados "jovens", e num crescente foram e estão obrigando o governo a ir efetuando as mudanças que desejam.

Já na Líbia, um governo de um passado idealista, que foi tornando-se com o tempo num estado opressor e totalitário, Kadafi foi buscar em seu passado o que lhe resta de forças.

Mas já não dá para pensar no governo Líbio como um governo de esquerda.

Pouco se lhe dá se as bombas caem sobre a população ou não.

A situação social da população líbia é semelhante a de todos os povos do Oriente Médio, a reclamar direitos básicos de cidadania, como trabalho, casa e alimentos.

Então o Governo líbio termina de forma semelhante aos demais, ainda que travestido de "esquerda".

Isto é bom porque mostra para os setores progressistas, que mudanças existem para acontecer, e não somente para propagandear, e depois não realizar.

O governo Lula teve respaldo popular porque foi até o pobre, para ajudá-lo, e esta é a linha a ser seguida.

Qualquer interrupção nesta caminhada, vai distanciando a intenção e o gesto.

Falei claro?