quarta-feira, 9 de outubro de 2013

9 de outubro, raiou o sol em São Paulo. Passou o frio temporão



Ser sobrevivente nos dias de hoje é conviver com climas diferenciados que interferem nas tradicionais estações.

Agora mesmo, passamos por um frio invernal em plena primavera.

Minha esposa, Meg, está com alguma bactéria oportunista que se utiliza destas involuntárias mudanças, para estabelecer-se com todos os seus apetrechos de tosse, vômitos, espirros, febre.

Quisera a paisagem de uma fotografia, mas considero esta utopia como mais uma fantasia da vida.

A realidade é que tudo está em permanente mudança, como nos lembra Heráclito.

Eu é que sou um Zenão que acredita tudo imóvel.

Fora isto, as plantas precisam ser regadas, a casa varrida, o café coado.

Porque a vida continua, e o sol não perdoa o atraso, gira.

Há uma rotina irrepetível, sequencial, a sugerir a quebra de paradigmas, enquanto nos mantemos os mesmos.

Saio com o meu velho cão.

Ele tem os mesmos postes, a mesma planta onde urina, não sem antes averiguar, através do olfato, quem por ali passou.

Eu que me lixe segurando a coleira, porque ele tem uma história instintiva imensa para identificar, sem lógica.

Afinal é assim a vida.

Ponho-me de pé diante dos gigantes que se assenhoram sobre mim, e faço-me de David com a funda, um Quixote, um Cristo, para o meu dia acontecer.

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