quinta-feira, 3 de outubro de 2013

PERDIDA



O fogão aquece as reclamações
a louça lava os sonhos
a geladeira conserva insensibilidades.

No chão, o pó a ser limpo,
queda de objetivos
transferidos aos filhos,
acúmulo de descrenças.

Uma gama de hábitos
repousa nas gavetas,
engomados,
passados.

A sala
aguarda a postura
visita de si mesma.

O quarto reencontra.

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DISPERSO

  Meus versos estão feridos  não se expandem,  sangram Perguntam dos corações vazios a calmaria dos varais,  as marés eternas... Buscam luga...